CIRCUITO PENEDO
Inscrições para o 9º Encontro de Cinema Alagoano encerram nesta terça
Evento faz parte do Circuito Penedo de Cinema, que acontece de 25 de novembro a 1 de dezembro; lista com selecionados será divulgada no dia 5 de novembro no site e nas redes sociais
Se, por um lado, o cinema sempre despontou como uma forte plataforma de representação social, por outro, os seus festivais de exibição apareceram como uma ocasião para levantar o coro sobre os temas relevantes para a sociedade. Seguindo essa tradição, está chegando mais um Circuito Penedo de Cinema e tem boa notícia para os realizadores: as inscrições para o 9º Encontro de Cinema Alagoano, que podem ser feitas pelo site, foram prorrogadas até esta terça-feira (15). A lista com os selecionados será divulgada no dia 5 de novembro no site e nas redes sociais do Circuito, que este ano acontece de 25 de novembro a 1º de dezembro.
As modalidades para os trabalhos são várias. Podem ser como “artigo”, versando sobre relatos de experiências; comunicações de projetos finalizados ou em andamento; conferências proferidas e ensaios bibliográficos. Cada trabalho pode ter até três autores e cada participante pode inscrever até dois trabalhos acadêmicos.
O Encontro de Cinema Alagoano reúne pesquisadores, professores e realizadores do audiovisual em torno de uma programação com oficinas, minicursos e conferências. A proposta é possibilitar um espaço de valorização e aproximação de diferentes agentes da cadeia audiovisual, com o objetivo de incentivar avanços significativos na área e contribuir para a produção de conhecimento. Os trabalhos apresentados ainda poderão entrar numa edição da revista eletrônica Extensão em Debate, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
“O 9º Encontro de Cinema Alagoano é a parte mais acadêmica do Circuito. Os trabalhos serão apresentados no sábado, no penúltimo dia. É uma dinâmica interessante porque a gente recebe trabalhos das mais variadas áreas, de gente que utiliza o cinema como ferramenta base dos trabalhos. A comissão que analisa os trabalhos, por exemplo, tem pessoas da área de cinema, assim como entusiastas também”, explica a produtora Karlinne Cordeiro.
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O coordenador do Circuito, Sérgio Onofre, concorda que a apresentação dos trabalhos é o viés acadêmico do evento e acrescenta falando sobre os temas que são tratados. “O interessante deles é que são resultado de conferências, trabalhos de conclusão de curso, então, com a gente destaca a temática aberta, eles passam por vários aspectos. No ano passado, a gente precisou criar curadorias de tão diversos. Teve uma de curadores negros, outra com a temática pós-64, outra com cinema e literatura. Varia muito”, afirma.
Questionado sobre política, devido a constante movimentação do governo contra as produções audiovisuais e a Ancine, ele é cauteloso, uma vez que as inscrições ainda não foram finalizadas. “É uma possibilidade muito concreta, porque já tem muitos documentários sobre o impeachment, tem agora o ‘Donzelas da Torre’. Normalmente, os trabalhos são feitos pela análise de algo produzido, então, a probabilidade é grande”.
Ainda segundo Onofre, todo festival é uma contestação conjunta da sociedade sobre os assuntos relevantes para o momento. “Todas as atividades são abertas ao público, tanto pelo aprendizado, quanto pelo acompanhamento dos trabalhos exibidos, do debate que acontece, por tudo. Festival por si só é uma contestação, então, é uma grande oportunidade de a gente fazer uso do espaço para, além de aprender, falar sobre as questões”, encerra.