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Caderno B

MULTIDÃO VAI AO JARAGUÁ OUVIR MONJA COEN RŌSHI NA BIENAL

Alagoanos e turistas se reuniram na escadaria da Associação Comercial

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“Nada pelo que matar ou morrer. Sua vida é a transformação do Mundo”. Em uma breve e serena passagem pela 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, Monja Coen reuniu centenas de pessoas na escadaria e no entorno da Associação Comercial, localizada no bairro de Jaraguá, em Maceió, para compartilhar energias positivas através das palavras do budismo.

Em uma entrevista à Gazeta de Alagoas, Monja Coen enalteceu o amor pela vida em plenitude. “Onde você estiver caminhando, esteja consciente. Caminhe em plena presença e pura. Esteja e faça o seu melhor. Esteja inteiro. O amanhã, o outro, não voltam para o agora. Onde estiver caminhando e respirando esteja conscientemente”, aconselhou. O tempo, as tecnologias e a rotina frenética das cidades costumam ser os principais pontos de adoecimento mental e também um dos pontos principais de aconselhamento de Coen, que já foi bancária e jornalista. “Eu digo goste de viver. Sinta prazer na sua existência. Vocês estão acostumados a viver com quase quarenta graus e têm brisa. De onde vem a brisa? Olha como soa e nos purifica. Vento é transformação. Olha que lugar sagrado que vocês moram”, provocando a plateia a pensar e refletir sobre a passagem do tempo e da vida.

Em palestra, monja falou sobre modernidade, tecnologias e passagem do tempo
Em palestra, monja falou sobre modernidade, tecnologias e passagem do tempo | Foto: Manuel Henrique/Ascom Bienal

Ainda durante a entrevista, Monja Coen disse que tudo está em transformação. “Nenhuma onda é igual a outra. Cada onda do mar é única. E a gente dá essa ideia de morte-vida. Cada um de nós, a nossa vida é água. Mas tudo é água. Você nunca sai”. Em um momento descontraído, Monja Coen revelou o que escuta. “Eu ouço muito pouca música ultimamente. Não escuto muitas coisas. Mas há algumas músicas sacras budistas”. Ela ainda contou que se algum dia tiver a necessidade de se reclusa, escolheria o Brasil. Sobre o livro que retrata o silêncio, Coen disse que os momentos da vida que “existem são cliques”. “Aprenda a viver o agora. O silêncio nos ensina muito porque quando minha mente está criticando e julgando, eu não tô percebendo tudo ao redor. É só quando há quietude que tudo se esclarece”, concluiu.

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Jean Lins é designer gráfico e trabalha desde 2012 com ilustração e, durante a Bienal, foi desafiado a presentear a Monja com um desenho. “Bati uma ideia. Conversei com ela, bem gentil e bem feliz. Dei uma pesquisada para ver o que eu podia mostrar”, contou, acrescentando que durou cerca de uma hora e meia para concluir a obra.

Imagem ilustrativa da imagem MULTIDÃO VAI AO JARAGUÁ OUVIR MONJA COEN RŌSHI NA BIENAL
| Foto: Manuel Henrique/Ascom Bienal
Imagem ilustrativa da imagem MULTIDÃO VAI AO JARAGUÁ OUVIR MONJA COEN RŌSHI NA BIENAL
| Foto: Manuel Henrique/Ascom Bienal
Imagem ilustrativa da imagem MULTIDÃO VAI AO JARAGUÁ OUVIR MONJA COEN RŌSHI NA BIENAL
| Foto: Manuel Henrique/Ascom Bienal
Imagem ilustrativa da imagem MULTIDÃO VAI AO JARAGUÁ OUVIR MONJA COEN RŌSHI NA BIENAL
| Foto: Manuel Henrique/Ascom Bienal

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