EM CARTAZ
Confira a programação do cinema (28/11/2019)
MEDO PROFUNDO É TÃO RUIM QUANTO BIZARRICES SUÊNERO
SÃO PAULO, SP - O mundo ama filmes de tubarão, e o povo de cinema responde a esse amor criando um verdadeiro subgênero com o tema. Mas o pessoal tem exagerado nos últimos anos, provando o quão baixo pode chegar Hollywood em busca de nosso dinheiro e deleite. Recentemente, salvou-se "Águas Rasas" (2016). Traz cenas interessantes e a estrela Blake Lively no papel de uma surfista presa em uma boia que flutua com peixes assassinos ao seu redor. Mas a profusão de filmes Z não acaba. No ano passado, "Megatubarão", com Jason Statham, e "Megalodon", com Michael Madsen, concorreram para apresentar o maior tuba já visto nas telas. Ambos eram capazes de engolir navios e possuíam dezenas de metros. A série "Sharknado", inciada em 2013, trata de um tornado bizarro que avança sobre os EUA abrigando um grupo de tubarões em seus rodamoinhos. "Mega Shark vs. Mecha Shark" (2014) traz um peixe brigando com um tuba mecânico. E "O Ataque do Tubarão de Seis Cabeças" é isso mesmo o que você está pensando: um animal com seis bocarras repleta de dentes. Tudo isso para contextualizar "Medo Profundo - O Segundo Ataque". Trata-se de um filme de outro nível. Se pretende melhor. Mas é tão ruim quanto, sem conseguir se decidir entre a comédia escrachada das produções citadas acima ou o suspense angustiante dos melhores filmes do ramo. O primeiro "Medo Profundo" trazia o mesmo diretor e corroteirista Johannes Roberts. A história acompanhava duas turistas que descem em uma gaiola para ver tubarões. É claro que a corrente que segura a coisa vai estourar e elas vão ficar à mercê dos monstros assassinos. Agora a história segue quatro adolescentes que resolvem explorar uma cidade maia submersa no México. O local estará cheio de tubas, mas, por sorte, eles evoluíram para uma espécie cega por causa da baixa quantidade de luz naquelas cavernas. O problema é que a direção parece tão cega quanto os peixes. Nunca sabemos de que lado as meninas vieram nem para qual vão naqueles túneis e labirintos. Tudo se resolve com base no esquema do susto fácil: o tubarão aparece quando está tudo calmo e um "pam" ensurdecedor faz você pular. A única chance de "Medo Profundo - O Segundo Ataque" não escorrer direto para lata do lixo da história é se Sistine Stallone desencantar. Filha de 21 anos do velho Sylvester, ela é linda e essa é sua estreia cinematográfica. Para ser uma estrela, só falta atuar. O que não foi possível dessa vez, dada a profusão de tubarões ao seu redor.