Caderno B
O LADO ‘B’ DE DOIS MIL E DEZENOVE
Maria Bethânia, Gal, Djavan, Bienal... Confira a retrospectiva dos destaques do Caderno B em 2019
Entre a exaltação do que é feito por aqui e a importância de trabalhos coletivos, Alagoas teve uma forte presença de artistas nacionais. Na retrospectiva 2019 do Caderno B, evidenciamos o que foi destaque no principal caderno dedicado à cultura em Alagoas.
JANEIRO
Quem abriu o ano foi Maria Bethânia e Zeca Pagodinho, mostrando como os temperos baiano e carioca combinam. A cena cultural também estava focada nas prévias carnavalescas. Abrindo os trabalhos estava ‘O Carnaval de Edécio Lopes’, homenageando os dez anos de falecimento do radialista, escritor e compositor.
FEVEREIRO
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca
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Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento
Em fevereiro, a exposição coletiva ‘Ritmo’ destacou a arte naif, reunindo trabalhos de Tânia de Maya Pedrosa, Lula Nogueira e Max Ramires. No finalzinho do mês, o jornal Gazeta de Alagoas completava 85 anos e a TV Gazeta trazia novidades. Pela primeira vez, o Pinto da Madrugada foi transmitido na grade de programação da emissora, comemorando o vigésimo ano do bloco. Foram 150 orquestras, cinco carros alegóricos, e a cantora Fernanda Guimarães para animar a festa.
MARÇO
Em março, o Caderno B destacou a banda Cazuadinha, que começava a ganhar notoriedade nacional e participou do Bloco Happy, comandado pela cantora Gilmelândia, em Salvador-BA. A produtora Izabelly Sena promete que 2020 será o ano da banda infantil. O musical Elza também desembarcou por aqui, movimentando o último fim de semana do mês, após ter colecionado vitórias e indicações nas principais premiações do Brasil.
ABRIL
O mês de abril começou com a terceira edição do Festival Carambola. Foram 11 atrações, além de DJs e performers, com a proposta de representar a diversidade alagoana. Vitor Pirralho também figurou em nossas páginas, com a repercussão do disco ‘A Invenção é a Mãe das Necessidades’ e do clipe ‘Rumos e Rumores’, que teve a participação de Ney Matogrosso.
MAIO
Em maio, Maceió recebeu a cantora Roberta Sá com o show de seu álbum ‘Giro’, responsável por nos reapresentar a artista. Aliás, o mês foi de recepções: aterrissou por aqui o espetáculo musical ‘100 anos de Dalva de Oliveira’, baseado no álbum homônimo da artista e interpretado por Eliana Pittman, Claudete Soares, Alaíde Costa e Márcio Gomes.
JUNHO
Em junho, Gal Costa prestigiou os alagoanos em meio às celebrações pelo seu 40º álbum de estúdio. Em ‘A Pele do Futuro’, a cantora deu uma guinada na carreira e arrematou até as novas gerações. A França também esteve em cartaz, com a nona edição do Festival Varilux, que exibiu 16 longas-metragens recentes, além de um clássico francês. Maceió foi escolhida ficou entre as 30 cidades com maior média de público na edição.
JULHO
No sétimo mês do ano, alagoanos se preparavam para estrear a peça Esperando Godot, dando uma nova roupagem a um clássico de Samuel Beckett, que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1967. Encerrando o mês, Deborah Colker e seus dançarinos fizeram única apresentação em Maceió e, com os nós desatados, revelaram histórias contadas pelo corpo.
AGOSTO
Agosto trouxe todo o embalo do grupo BaianaSystem para Alagoas, que também deu espaço para as bandas alagoanas Unidade Nova Praia e Tequilla Bomb abrirem o show. Na literatura, escritores alagoanos independentes lançaram cinco livros da Coleção Memorial, oriunda de um financiamento coletivo, denominado de Fundo Cultural de Edições de Livros. Eles criticavam a falta de apoio governamental e das editoras.
SETEMBRO
Em setembro, nos 202 anos do Estado, Edson Bezerra reeditou o Manifesto Sururu e a Academia Alagoana de Letras começava a celebrar o seu centenário. Na música, um projeto reuniu povos originários para concertos gratuitos em Maceió e em Arapiraca. O foco foi fazer com que os indígenas destacassem suas tradições culturais e o cotidiano das aldeias, dando ao público a oportunidade de conhecer um pouco da diversidade de ritos e festejos.
OUTUBRO
Outubro foi o mês de receber o alagoano Djavan. Ele apresentou o show ‘Vesúvio’, que trouxe um Djavan mais leve, swingando no palco e esbanjando voz. Também foi destaque no mês o Festival de Artes Cênicas de Alagoas, que chegou ao quinto ano de resistência artística.
NOVEMBRO
Em primeiro de novembro, a Academia Alagoana de Letras completou cem anos e teve direito a uma edição especial do Caderno B. Nas páginas da edição impressa, o atual presidente da AAL, Rostand Lanverly, comentou sobre os desafios encarados e afirmou que a academia segue com os olhos no futuro. No penúltimo mês do ano, a Bienal Internacional do Livro de Alagoas surpreendeu e levou o público às ruas de Jaraguá.
DEZEMBRO
O último mês do ano começou com polêmica. Artistas locais repercutiram a fala do presidente da Fundação Nacional de Arte Dante Mantovani, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, que, entre outras coisas, afirmou que “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto”.
Por outro lado, tivemos notícia boa: o curta ‘Como ficamos da mesma altura’ foi selecionado para competir no Festival Internacional de Cinema de Roterdã. A produção contou com apoio de um edital público e a diretora aproveitou para reforçar a importância de investimentos na cultura. “A gente poder levar imagens de Alagoas […] é um retorno importante pra todo mundo”, destacou Laís Araújo.