Nº 0
Caderno B

GOVERNO E PREFEITURA EXPLICAM AÇÕES PARA MINIMIZAR PREJUÍZOS

Vinícius Palmeira e Paulo Poeta concordam que situação é dramática e exige ação dos gestores

Por MAYLSON HONORATO | Edição do dia 21/03/2020 - Matéria atualizada em 20/03/2020 às 19h39

Presidente da Fmac assinou carta que pede auxílio do governo federal no socorro aos artistas
Presidente da Fmac assinou carta que pede auxílio do governo federal no socorro aos artistas - Foto: Pei Fon MTE-1533;Pei Fon
 

Diante de toda a situação do setor cultural e do diálogo interrompido com o governo federal, os artistas esperam que prefeitura e governo socorram artistas e técnicos. De acordo com Vinícius Palmeira, presidente da Fundação Cultural de Ação Cultural de Maceió (Fmac), a situação é delicada, mas, “sempre podemos fazer alguma coisa”. “Antes de encerrar as atividades da Fmac por tempo indeterminado, nós aceleramos o pagamento de 11 grupos culturais e baixamos uma portaria estendendo o prazo para 12 curtas e 8 cineclubes, que receberam cerca de R$ 1 milhão no ano passado e que precisam cumprir seus prazos de execução. Concedemos mais 90 dias, que podem ser prorrogados, a depender da situação”, informou o secretário.

Vinícius Palmeira reiterou que o setor precisa de um socorro ainda mais amplo e mencionou ações de outros estados, como o Maranhão, que abriu um edital para contemplar grupos culturais que promoverem apresentações virtuais. “Estamos discutindo com o estado ações desse tipo, já que os governos estaduais podem avançar mais, já que estamos sob as vedações do ano eleitoral para as prefeituras. Além disso, corroboramos uma carta das capitais brasileiras à Secretaria Especial de Cultura [governo federal], com propostas de ações para todo o país”, explica Palmeira. A carta, compartilhada pelo secretário, possui propostas de benefícios fiscais para o setor, linhas de crédito, fomento direto por meio de editais, suspensão de benefícios legais e gratuidades. Ela foi enviada à secretária Regina Duarte.


GOVERNO DE ALAGOAS

Para Paulo Poeta, superintendente de apoio à produção cultural da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult/AL), a situação dos artistas é delicada e exige atenção. “Imagine artistas da música, sem fonte de renda nenhuma para alimentar suas famílias, da noite para o dia. É dramático”, diz. De acordo com o gestor, o órgão estuda a possibilidade de deslocar recursos “entre duzentos e trezentos mil, para socorro desses artistas, mediante edital de fluxo contínuo”. Segundo Poeta, a secretária da pasta, Mellina Freitas, determinou na quinta-feira passada, 19 de março, que um projeto de edital seja apresentado “o mais rápido possível” ao governador Renan Filho.

Mais matérias
desta edição