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Caderno B

Banda alagoana 'Os Fugitivos' lança primeiro single do álbum de estreia

Clipe de “O Farol” será lançado hoje e CD chega no final de maio

Por Maria Clara Araújo | Edição do dia 29/04/2020 - Matéria atualizada em 06/05/2020 às 01h47

Single marca transição no estilo da banda, que introduz mais indie em seu rock
Single marca transição no estilo da banda, que introduz mais indie em seu rock - Foto: Divulgação
 

“Do meu farol, via você ao meu encontro, mas já não sei, te encontrei, dormi no ponto, Eu precisava tanto te ver quase perdido em você, eu não queria te esquecer. Tempo nublado, meu clarão”, é assim que se inicia o single “O Farol”, lançado na semana passada pela banda alagoana Os Fugitivos. Com uma sonoridade suave e que transita entre a nova Música Popular Brasileira e o indie-rock, o single é o primeiro de dois outros singles que estarão no disco “Tudo Vai Ficar Como Era Antes” ( Vol.1), primeira parte do álbum de estreia do grupo, que tem lançamento previsto para o dia 27 de maio de 2020.


A banda formada por Thiago Mata (violões, guitarras e vocais), Thomas Schaefer ( baixo) e Yuri Torres (bateria), foi fundada em 2018, após o rompimento da banda Pacamã - originalmente também com Mateus Borges (Cães de Prata), Igor Cavalcante e Mateus Magalhães (Azul Azul) - teve uma nítida influência do rock em seus primeiros trabalhos, mas neste novo álbum o grupo quer fugir disso.


“O processo de composição desse disco foi fluido e, de forma bem natural, acabamos resgatando a essência das nossas formações identitárias e musicais, nos distanciando do nosso material anterior e mergulhando num mundo mais brasileiro, com foco em vocais leves, instrumentos percussivos e linhas de baixo dançantes, trazendo elementos da Tropicália e do indie-rock brasileiro dos anos 2000 - de Novos Baianos e Jorge Ben Jor a Los Hermanos.” diz o grupo.


A banda também fala de suas influências contemporâneas da música brasileira, com pegada Indie-Rock, MPB, rock alternativo e bossa nova, o grupo cita bandas como O Terno, Maglore, Banda do Mar, Moreno Veloso e Apanhador Só.


A canção marca exatamente a linha de transição de fase do grupo, de rock para um ritmo mais suave. “O Farol”, entre seus versos, “...assim sonhei com você, o reencontro do teu farol com o meu, mesmo em sonho” conta a emocionante história de um casal de idosos em que um deles morre e a única forma de reencontro é através dos sonhos. Nessa versão ilusória do mundo real, eles continuam seus amores, mas com a consciência de que quando acordam não há dor, só miragem. E é justamente assim que a música termina “Quando o sonho acabar, vai restar o pouco que me restou. Não há dor, só miragem”. O single “O Farol”, que vai ter espaço na primeira parte do disco “Tudo Vai Ficar Como era Antes”, terá seu clipe lançado no dia 29 de abril.


“Tudo Vai Ficar Como era Antes” fala de proteção, de abandono, da sensação de amar e ser amado, da importância de laços, que machucam ou os que são cura e da vontade gritante de independência. Faz parte da essência do disco a ideia de família: pais, mães, namorados, amigos, etc. Pessoas que te aproximam desses sentimentos. O disco foi dividido em duas partes por questões de logística - muito por causa desses tempos reclusos de pandemia do coronavírus - e também como forma de manter um movimento constante de lançamentos. O Volume 1 será lançado no dia 27 de maio. Já o Volume 2 está previsto para 2021.


*Sob supervisão da editoria de Cultura

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