MÚSICA
UMA VIAGEM PARA DENTRO
Em novo clipe, OXE propõe viagem psicodélica e monocromática ao subconsciente; faixa “Mais Solto” e vídeo já estão disponíveis na internet
A velha e poderosa guitarra elétrica entrecortando maracatus, baiões e até frevos é o aviso de que a banda Oxe está na área. O grupo, que surgiu em Maceió, chega aos 22 anos sem medo de experimentar e sem abandonar referências e aspectos que tornaram o som da Oxe um pouco de Alagoas no mundo. Agora, “Mais Solto”, single mais recente da banda, ganhou um clipe monocromático e psicodélico, que o vocalista Bruno Oxe chama de “convite ao subconsciente”.
Os dois singles que a banda lançou este ano, “Mais Solto” e “Tiro de Canhão”, acabaram se tornando símbolos de um novo momento para o grupo, que tem muita história para contar, três discos lançados, prêmios e seleções em festivais nacionais e internacionais. No clipe recém-lançado de “Mais Solto”, a banda explora as ilustrações em preto e branco, assinadas pelo ilustrador baiano Yomutan, que praticamente obrigam o espectador a mergulhar naqueles traços, coloridos pela música da Oxe.
Bruno diz que a música tem um significado particular, mas que essencialmente, em meio ao caos no lado de fora, é também uma provocação para tentar aplacar as vozes nas nossas cabeças e tomar decisões melhores.
“É a música mais intensa que eu já fiz, fala de decepção, desafios e superação. Na verdade, uma previsão de alguns momentos turbulentos que eu iria viver logo após gravá-la. É intensa, mas com um toque angelical. Uma música para ouvir com fone de ouvido e sentir todas as texturas e elementos que formam uma atmosfera sonora única. Com a nossa assinatura OXE”, diz Bruno.
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Acreditei num mundo sem dor e sem razão pra chorar / Sei que amanhã posso não estar aqui quando o sol acordar e a noite dormir / Eu quero ficar um pouco mais solto e depois dormir sob o céu azul / Eu só quero ter um dia pra mim - Diz trecho da canção que assinala esta fase mais dinâmica e coesa da banda, definida por novas texturas e tecnologia.
O que a banda chama de “novo momento” vai além da questão conceitual. A Oxe também assumiu a dinâmica de lançamento de singles, apesar de estar acostumada a lançar álbuns completos. Essas pílulas devem se tornar um novíssimo repertório até o final deste ano. Tanto a obra completa quanto os clipes, estão disponíveis nas plataformas de streaming. No YouTube, basta buscar por “Oxe Oficial”.
OXE
A música tem produção musical de Bruno Oxe e do mestre e parceiro Fernando Nunes. Foram convidadas quatro alunas de Bruno para participar da canção: Mariana, Ana Júlia Scelza, Laurinha e Isa Patruni.
“Também chamei o Tuco Marcondes [guitarrista do Zeca Baleiro], um grande amigo e parceiro, para gravar as guitarras slids e o dobro [um violão com um cone de metal na caixa acustica]. Ficou com uma sonoridade incrível, muito lindo. Eles foram fantásticos! Vamos circular pelo país, fazendo o chão tremer por onde o OXE passar”, garante Bruno.
Além de Bruno Oxe, que assume as guitarras, violões e voz principal, o grupo é formado por Hugo Oxe (percussão, voz e programação) e Michell (bateria).
OXE surgiu em Maceió, mesclando fortes influências do bom ritmo nordestino, como maracatu, frevo, caboclinho, baião e coco de roda, com batidas poderosas e guitarras eletrizantes.
Sempre trazendo novidades, OXE vem construindo uma história de sucesso e reconhecimento. O primeiro CD “Que Peste é isso?” rendeu duas faixas na trilha sonora do filme “Deus é Brasileiro”, de Cacá Diegues. O segundo álbum, “Karranka”, lançado com sucesso nos Estados Unidos, no festival SXSW em Austin, Texas. Levantou 10 mil pessoas num show inesquecível no Maceió Music Festival e garantiu aos meninos de Alagoas o Prêmio Levi’s Be Original, em duas categorias – melhor música e melhor videoclipe, com as canções ‘Música Popular’ e ‘Verumar’. O terceiro disco foi premiado em duas categorias no Prêmio Profissionais da Música 2018 – melhor artista Rock e Melhor Projeto Artístico do ano. Com atuações em festivais nacionais e internacionais, como o circuito SESC e SESI de música, Virada Cultural de São Paulo e South by Southwest (SXSW), a OXE diz que leva aos shows uma experiência cultural nordestina, um mergulho no universo da música popular brasileira.