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Caderno B

ARNAUD BORGES LANÇA “CICLO DE UM DESTINO”, NESTA SEGUNDA (28)

Reconhecido diretor de palco e compositor estreia nas plataformas digitais como cantor

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Arnaud Borges conta que sua formação artística ocorreu em Viçosa, no interior de AL
Arnaud Borges conta que sua formação artística ocorreu em Viçosa, no interior de AL | Foto: Divulgação

Ele parece onipresente. Arnaud Borges é um artista requisitado, cuja presença é certa nos teatros e grandes eventos da capital alagoana. Seja como diretor de palco, compositor ou músico, tem sempre o dedo do viçosense nos principais shows, canções e espetáculos, dos mais variados artistas e segmentos. Desta vez, no entanto, ele se mostra na frente das luzes e lança a canção “Ciclo de um Destino”, que a partir desta segunda-feira (28) está disponível em todas as plataformas digitais. O produtor e diretor de palco conta que a composição é um registro de um momento difícil, superado com muita força e luta. A música foi feita para um amigo que passava por uma doença mental e foi entregue como um presente, como uma forma de verbalizar todo o sentimento que há na relação dos dois. A faixa conta com a participação de Miran Abs, Fagner Dubrown e Dácio Messias, artistas alagoanos que impulsionam Arnaud no ciclo que está só começando. “Ciclo de um Destino nasce de um momento de depressão de um amigo, o que o levou a pensar em suicídio, por não acreditar mais na carreira e nas próprias circunstâncias da vida. Tentou desistir de si. E como eu não soube verbalizar de forma natural, compus a canção para dizer-lhe que: o que faz a vida é a luta! Uma forma carinhosa de demonstrar meu apoio, meu afeto e amizade. É isso. Estar junto para resistir até o fim.” Entre os espetáculos que produziu, Borges destaca os shows “Em Cores”, com a cantora Lucy Muritiba, e “Sincopando Jacinto Silva”, com Andréa Laís. Além destes, ele também realizou um espetáculo apenas com músicas autorais, no projeto ‘Quinta no Arena’. O artista passou anos compondo para grandes nomes da cena musical em Alagoas, o trabalho dele pode ser conferido nas vozes de Mel Nascimento, através da canção ‘Força de mulher’, Jurandir Bozo, em ‘AM PROS PÉS’, Lucy Muritiba com ‘Em cores’ e Gama Júnior, com ‘Esmaecer’. Até então, eram somente essas grandes vozes que levavam as canções de Arnaud para o mundo. As inspirações de Borges são em parte da memória afetiva e de vivências em sua terra natal. “Desde Sebastião do Guerreiro, a Passinho e Audálio Honorato”, se define o artista. Em 2009, quando chegou em Maceió definitivamente, ele elaborou o espetáculo Fábrica do Imaginário, do Grupo Jogos de Cordel, e a partir daí surgiram alguns convites para dirigir peças teatrais e elaborar shows. Diante do tempo que ele passou compondo para outros artistas, foi se reciclando e definindo alguns conceitos, até se sentir inteiramente pronto para dar o pontapé inicial na própria carreira. Tudo foi muito bem pensado. “A necessidade de uma auto reciclagem poética, levou-me a repensar algumas coisas como tempo, espaço, vontades e quereres para que eu conseguisse sair da caixa. Costumo dizer eu sou um diretor de palco que componho poesias cantadas para ecoar em outras vozes. Mas diante de cobranças, incentivadoras, de amigos, hoje exponho Ciclo de um Destino em todas as plataformas digitais, ou seja, mundo afora.”

Com tanta vivência nos palcos, o “freio” forçado pela pandemia deixou Borges assustado com o destino da categoria artística. Porém, ele confessa estar usando o tempo livre a seu favor e sempre articulando novos projetos e planejando lives com o seu público do Instagram, para ocupar a mente e preservar a relação com as pessoas que o acompanham na rede.

“Confesso que é algo assustador. No entanto, está servindo para reinventar meus trajetos humano-profissionais que me faz seguir de cabeça erguida a cada passo dado. Aos poucos, iremos voltar com fervor para as aglomerações. Uma vez que, fomos os primeiros a parar e seremos os últimos a voltar a ativa.” Assim como muitos artistas, Arnaud não sente representatividade no governo atual e diz que o momento em que vivemos não é dos mais fáceis. Munido de sua arte ele tenta, através dela, driblar todo tipo de adversidade que chega para quem vive de cultura no Brasil. “Temos na presidência brasileira um pandemônio que nos faz viver um caos sócio-mental terrível. Mas a sociedade civil organizada, mesmo ainda tímida, não mede esforços para ocupar e conquistar novos espaços dentre tantas lutas ... e nós, artistas, seguimos nosso ciclo de um destino. Arte também é luta”, finaliza. Ciclo de Um Destino estará disponível em todas as plataformas digitais a partir da próxima segunda-feira (28).

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