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Caderno B

MARCOS FARIAS APRESENTA ‘SOLITUDE E CORAGEM’

Canção integra participação do cantor na versão online do projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato

Por DIMITRIA PIMENTEL*/ ESTAGIÁRIA COM ASSESSORIA | Edição do dia 16/10/2020 - Matéria atualizada em 15/10/2020 às 22h53

Artista diz que já prepara novo álbum e lamenta não poder fazer shows ao vivo este ano
Artista diz que já prepara novo álbum e lamenta não poder fazer shows ao vivo este ano - Foto: Reprodução
 

O cantor e compositor Marcos Farias apresenta uma canção que reflete sobre solidão. O lançamento da música foi fruto da edição especial do projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato, que já apresentou outros quatro vídeos no canal oficial do YouTube. Serão 13 vídeos lançados até o dia 12 de novembro. A repercussão foi ampla e muito positiva para o músico, que canta em um trecho que “viver pede atitude, mudar pede coragem, cultivar os sonhos, recriar o mundo, partilhar, cooperar. A vida pede passagem”. O vídeo da canção “Solitude e Coragem” inicia com depoimento do historiador e escritor de Alagoas, Geraldo de Majella. Ele fala um pouco sobre a vida do artista e como sua música tem fortes referências nacionais conterrâneas do músico. “O Marcos é uma espécie de mineiro alagoano e significa que, ele foi, durante toda a sua juventude, influenciado por mineiros, como Milton Nascimento, Lô Borges, por toda essa geração de cantores e compositores mineiros. O Marcos vem dessa linhagem, só que com música e identidade genuinamente alagoanas. A composição do Marcos é quase que praieira e alagoana. Ele pega a poesia de vários alagoanos e dá a musicalidade, o que não é fácil. É um diferencial entre os cantores e compositores alagoanos”, observa. Desde o pré lançamento, o vídeo rendeu muitos comentários positivos. Para Farias, o feedback é uma parte importante do processo de composição e o carinho que “Solitude e Coragem” está recebendo é muito empolgante. “A repercussão está sendo muito positiva. Eu tinha feito uma divulgação prévia nas redes sociais porque elas me ajudam muito, são grandes facilitadoras. Havia uma certa ansiedade dos amigos, esperando esse vídeo acontecer. Então, eu tenho recebido um feedback muito grande, muitas mensagens de carinho, de emoção. Porque a música trata de uma temática emotiva, de esperança diante do momento difícil e estranhos que estamos enfrentando. Todo retorno que eu recebo é um calor humano, mesmo que a distância”, diz o cantor. Marcos é servidor público e trabalha com a música nas horas vagas, foi sua salvação para não enfrentar dificuldades financeiras em 2020 com a pandemia do novo coronavírus. Apesar disso, ele confessa que se sente completo quando está compondo ou cantando. O seu álbum mais recente foi lançado no fim de outubro do ano passado e por isso, poucas apresentações presenciais. “De fato teriam alguns outros shows para fazer, porém a pandemia modificou tudo. A divulgação do álbum segue pelas redes sociais. Ainda bem que temos esses recursos que facilitam muito, tem diversas plataformas como o Spotify e o Deezer que também me ajudam muito com o retorno.” Apesar disso, ele não desanima e já adianta que em janeiro do ano que vem tem mais um álbum vindo por aí. “Estação Utopia” recebe uma faixa título e “trata-se desse momento de distopia onde a utopia é mais do que necessária para a gente sobreviver e ter esperanças no futuro”, completa Marcos.


O MÚSICO

Marcos Farias atua na música desde os oito anos de idade, quando deu os primeiros passos em corais e grupos religiosos. Participou da banda Vestindo a Carapuça, ainda nos anos 90, e daí veio a inspiração para dar início ao seu projeto autoral. Com grandes participações nacionais, veio o primeiro álbum. O “EmCanto” de 2011 traz faixas com Cláudio Venturini, Telo Borges e Carlos Bala. Sete anos depois, em 2018, veio o lançamento do seu segundo álbum “O Tempo é Agora” com músicas autorais e parcerias de produtores musicais e artistas como Torcuato Mariano, Norberto Vinhas, Chau do Pife e Roberto Diamanso. Em 2019, gravou o EP Clara Água, trabalho melódico com arranjos contemporâneos que traduzem o sentimento das canções. Tem como grande influência a MPB, do Clube da Esquina, o rock progressivo, o jazz e o blues. Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga são suas maiores referências na música regional. Também participou de nove edições de importantes festivais da Música Popular Brasileira, entre eles Sescansão em Aracaju e o Projeto Palco Aberto nas edições de 2004 e 2018. Em 2019, o artista foi selecionado no edital do 15º Quinta no Arena, quando lançou o seu álbum O Tempo é Agora e, em 2020, teve seu show Há Mares, Há Lagoas contemplado no 21º Teatro Deodoro é o Maior Barato. A apresentação seria em junho, mas foi adiada para 2021.

*Sob supervisão da editoria de Cultura

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