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Caderno B

FILMES DO FIM DO MUNDO

Mostra Sururu de Cinema Alagoano tem edição marcada por filmes que contam histórias envolvendo o isolamento social e pela persistência e criatividade dos realizadores durante a pandemia

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Imagem ilustrativa da imagem FILMES DO FIM DO MUNDO
| Foto: Reprodução

Entre curtas dramáticos, cenários claustrofóbicos e também áreas abertas, com belezas naturais estonteantes e dignas da nossa saudade, a última semana nos presenteou os filmes da décima primeira edição da Mostra Sururu de Cinema Alagoano, o evento anual mais importante do audiovisual produzido em Alagoas. Este ano, a mostra ocorre online, começou no dia 14 e vai até o dia 19 de dezembro. Para assistir aos filmes, basta acessar: www.mostrasururu.com.br. Mesmo em um ano atípico, a Mostra Sururu de Cinema Alagoano bateu o próprio recorde de inscritos e aumentou o número de filmes selecionados. De acordo com a organização do evento, 73 filmes foram inscritos este ano. A diversidade das produções, vindas de diferentes regiões de Alagoas, chamou a atenção dos realizadores. Além da capital Maceió, os municípios de Arapiraca, Palmeira dos índios, Viçosa, Penedo, Coruripe, Marechal Deodoro, Batalha, União dos Palmares, Paripueira, Cajueiro e o povoado Ilha do Ferro (Pão de Açúcar) enviaram trabalhos. Para Maysa Reis, uma das produtoras da Mostra Sururu, o número de inscritos mostra muito mais do que se pode imaginar à primeira vista. Ela revela que, em abril, a organização havia decidido não realizar o evento, já que muitos realizadores estavam parados e o próprio evento estava sem verba, consequências da pandemia do novo coronavírus. A decisão por realizar veio depois de os realizadores questionarem se o evento aconteceria. “Decidimos fazer uma edição online, assim como todas as principais mostras dio mundo, e resolvemos marcar a edição com uma mostra oficial com tema, que é o caso da Mostra Filmes do Fim do Mundo. Acabamos batendo o recorde de inscrições”, conta Maysa Reis. Além do ineditismo no número de inscritos, também é inédita a quantidade de obras selecionadas, já que a Mostra Sururu exibe 30 filmes, divididos em: Mostra Oficial - Filmes do Fim do Mundo e Mostra Especial - Filmes das Margens. Nomes já reconhecidos do audiovisual de Alagoas, como Celso Brandão e Rafhael Barbosa, estão entre os selecionados para a 11ª edição da mostra. Barbosa apresenta “A Ilha Mágica”, um documentário sobre o povoado Ilha do Ferro; enquanto Celso Brandão exibe um curta-metragem chamado “Marolas” e um documentário chamado “Jegadas”. O diretor viçosense Ulisses Arthur, um dos mais prestigiados realizadores alagoanos dos últimos anos, com destaque em diversos prêmios nacionais de cinema, leva à Mostra Sururu o curta “Encanto Desencanto Encanto”, de 14 minutos. Estreantes também estão entre os selecionados, pontua a produtora. Entre eles está Luiz Henrique Carvalho, que apresenta “O Nagô e o Tempo”, mais um documentário. “Este ano, a safra fica marcada tanto pela relação com a pandemia e o isolamento, mas também pelo cinema possível, de como os realizadores usaram da criatividade, de artifícios técnicos e narrativos para continuar contando histórias”, defende Maysa. “Ficará marcado também pelas experimentações, por como foi tratado o ser ou o eu dentro das produções audiovisuais. Acho que essas são algumas das grandes contribuições do audiovisual alagoano este ano, dentro da Mostra Sururu”, pontua. Além das exibições gratuitas pela internet, a programação da mostra inclui a oficina “As Imersões performativas: Corpos políticos em Deriva”, conduzida pela atriz Mawusi Tulani; o “Laboratório de Crítica Cinematográfica”, do cineclube Mirante, e o debate “Mercado da Produção”, abordando o desenvolvimento do setor audiovisual em Alagoas e no Brasil. A 11ª. Mostra Sururu de Cinema Alagoano é uma realização do Fórum Setorial do Audiovisual Alagoano (FSAL), com produção da Cacto Facto e patrocínio do Sebrae Alagoas. Parceiros: Mirante Cineclube e Animal Coletivo. Apoio institucional do Centro Técnico Audiovisual (CTAV) e apoio cultural da Casa Mutum de Economia criativa e coworking cultural, do estúdio de artes Casa Sede, restaurante Serafim e cervejaria Caatinga Rocks.

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