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Nº 5715
Caderno B

Mostra Sururu chega a 13ª edição e terá 10 dias de programação

A principal janela do cinema alagoano acontece presencialmente com mostra competitiva, laboratórios de formação e debates sobre a cena local

Por Thauane Rodrigues* ESTAGIÁRIA | Edição do dia 01/12/2022 - Matéria atualizada em 01/12/2022 às 14h40

Abrindo o mês de dezembro, a 13º edição da Mostra Sururu de Cinema Alagoano chega, nesta quinta-feira (1º), ao Centro Cultural Arte Pajuçara. O evento terá 10 dias de programação, quando exibe e debate o cenário audiovisual alagoano. Seguindo a temática “Atentos e Fortes, 13 anos de Sururu”, o evento pretende refletir as ações do setor e discutir propostas de novas políticas públicas para o audiovisual.


A mostra é a principal janela do cinema alagoano e a “confraternização” dos realizadores. O evento também é utilizado pelos profissionais como ponto de encontro para discutir demandas e mostrar a importância da coletividade e da união.


Voltando ao formato presencial, além de ocupar os espaços do Arte Pajuçara, a Sururu também percorrerá os municípios de São Sebastião, Arapiraca e Atalaia com a Mostra Itinerante, trará uma agenda pública com SPcine e a Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e promoverá um Mercado da Produção, onde será possível aprender sobre como melhorar os trabalhos desenvolvidos.


“A Mostra Sururu é um grande encontro para os realizadores do audiovisual alagoano e voltar ao presencial, assistir os filmes junto dos amigos e do público, é uma alegria imensa. Estamos felizes em retornar ao cinema, em trazer o público alagoano para o Arte Pajuçara, para assistir cinema de Alagoas. Nossas expectativas estão muito boas”, disse Maysa Reis, pesquisadora e produtora da Mostra Sururu.


Com grande parte da programação sendo gratuita, o Mercado da Produção que acontecerá no dia 10 é o único momento que é necessário inscrição dos participantes e o pagamento de uma taxa simbólica. De acordo com Maysa Reis, o momento será dessa forma como contrapartida do edital que possibilitou o financiamento da Agência Nacional do Cinema (Ancine).


“É um ciclo. O próprio cinema gerando renda para ele mesmo. Parte do dinheiro arrecadado com o pagamento dessa taxa será revertido para o fundo setorial do audiovisual, que financia esses editais que fazem nossos projetos acontecer”, explica Maysa.


Bastante emocionado, o diretor alagoano Jasmelino de Paiva, que estará estreando o filme “O Oceano de Dália”, afirma que essa será a sua oportunidade de se apresentar como diretor para o público que acompanha a mostra.


“Se em outros anos sentei na cadeira do Arte Pajuçara como espectador, esse ano, em especial, sentarei pela primeira vez como realizador, na estreia do meu filme. ‘O Oceano de Dália’ é um filme realizado com baixíssimo orçamento e só foi possível graças ao empenho de todas as pessoas envolvidas no processo. A exibição de estreia será dedicada a essas pessoas”.


Após a mostra, Jasmelino de Paiva pretende colocar o filme para circular em festivais nacionais.


Para Maysa Reis, a décima terceira edição da Mostra Sururu levará para o público o sentimento de esperança para o futuro, pois será possível ver uma produção de filmes que podem levar o nome de Alagoas para o mundo.


“Esse ano a Sururu exerce exatamente o papel dela, que é ser janela para o cinema de Alagoas, e que massa que a gente pode abrir essa janela em casa, mostrando primeiro para o alagoano, para que depois a gente possa levar os filmes para o mundo. É uma oportunidade massa!”


*Sob supervisão da editoria de Cultura

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