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Cultura

Fundador do BaianaSystem diz querer saber mais sobre cultura alagoana

Roberto Barreto revela processo natural de pesquisa e produção musical e diz que prefere não definir o gênero da banda

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Imagem ilustrativa da imagem Fundador do BaianaSystem diz querer saber mais sobre cultura alagoana
| Foto: Divulgação
Irreverente e autêntica, a banda BaianaSystem vem, há treze anos, revolucionando o cenário musical brasileiro. Misturando ritmos, unindo tradições e distribuindo boas energias, o grupo atrai multidões e já tem data marcada para agitar o público maceioense: este sábado (14).
Uma das atrações mais esperadas do Verão Massayó, a banda promete um show alto astral, na pegada já conhecida pelos fãs do BaianaSystem e com um repertório que percorrerá por todos os álbuns e sucessos. O grupo sobre ao Palco Sururu, montado próximo ao Centro de Convenções de Maceió.
Animado para pisar em terras alagoanas mais uma vez, o guitarrista e fundador da banda, Roberto Barreto, revela que o show será muito próximo do que foi apresentado no réveillon particular que a banda esteve presente aqui em Alagoas, mas também trará novidades.
“Estamos muito felizes em voltar para Maceió com tão pouco tempo. O público pode esperar a energia de sempre, com músicas dos nossos álbuns mais recentes e com certeza será muito legal”.
Roberto Barreto também afirma que pretende voltar em Maceió mais vezes e com mais tempo, para conhecer um pouco mais da cultura popular alagoana e se conectar com os artistas locais.
Vivendo a explosão de sucesso desde 2016, com a música “Playsom”, que faz parte da trilha sonora do jogo eletrônico FIFA 16, os músicos tem se aventurado cada vez mais no universo de experimentações que é a BaianaSystem. Além disso, a banda também já viveu por duas vezes a experiência de ter a autenticidade do grupo tocando em horário nobre, como tema de duas novelas da TV Globo.
A banda, que surgiu da vontade de fazer música, carrega o nome da guitarra baiana, com a mistura do sound system e, nos sons, a pluralidade da cultura popular.
Caminhando lado a lado com os mais diversos ritmos, do ijexá ao samba, do reggae ao rock, as músicas, que de forma contagiante trazem os saberes ancestrais para os dias atuais, são inspiradas pelas manifestações culturais e religiosas do Nordeste brasileiro.
De acordo com Roberto Barreto, a banda BaianaSystem sempre foi e continua sendo muito experimental, unindo as produções eletrônicas com os instrumentos orgânicos. O artista explica que as produções vão surgindo naturalmente, já que a mistura de ritmos e da atualidade com o antigo sempre esteve muito presente no cotidiano da banda.
“Eu acredito que em boa parte do Nordeste, que tem essa cultura popular mais forte e presente, isso acontece naturalmente. A gente já conhece as coisas assim, não sabemos fazer muito diferente disso. Aqui em Salvador, nós temos uma influência muito forte do afro-baiano e nós terminamos buscando outras fontes também, como o samba, o frevo. São matrizes que nos deixam muito à vontades e vamos criando a partir daí”, conta.
Com toda essa pluralidade, o artista revela que até chega a ser uma dificuldade definir a banda. Para ele, o grupo não cabe em uma definição, mas que “experimentação” é uma palavra que consegue chegar perto.
Conhecidos também pelos posicionamentos políticos sempre incisivos, o grupo, que já sofreu ameaças em 2018 por expor publicamente a opinião política contrária a do então presidente Michel Temer, enxerga a chegada 2023 e do governo Lula como uma luz de esperança para o setor cultural.
“Os últimos quatro anos foram de clara destruição da cultura brasileira, de muitas incertezas e questionamentos. Agora, nós temos uma reconstrução do Brasil para fazer, com muita esperança e vontade de que vai dar certo. É nossa cultura que traz nossa identidade e precisamos fazer com que as pessoas entendam isso”, diz Roberto Barreto.
Sem muitos planos para novos lançamentos neste ano, o músico ressalta que o público não precisa se preocupar, pois as produções vão surgindo ao longo do ano e fluindo naturalmente. Por enquanto, o grupo continuará rodando os quatro cantos do Brasil.
* Sob supervisão da editoria de Cultura.

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