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FESTA DO CINEMA

95ª edição do Oscar coroa como melhor filme ‘Tudo em Todo o Lugar’

Obra levou 7 prêmios; confira a lista completa de vencedores

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Imagem ilustrativa da imagem 95ª edição do Oscar coroa como melhor filme ‘Tudo em Todo o Lugar’
| Foto: Frederic J. Brown / AFP
“Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” confirmou o favoritismo e foi o principal vencedor do Oscar deste ano. O longa levou sete estatuetas, entre elas, a de melhor filme.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os vencedores do mais importante prêmio da indústria de cinema americana neste domingo, dia 12.
Dirigido pela dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert, o filme levou sete estatuetas. Uma dos principais foi na categoria de melhor atriz, para Michelle Yeoh, a primeira asiática a receber um Oscar nesta categoria.
O vietnamita Ke Huy Quan ganhou o prêmio de ator coadjuvante e Jamie Lee Curtis levou o troféu de melhor atriz coadjuvante. O longa também foi premiado em melhor direção, roteiro original, montagem.
Ao todo, “Tudo em Todo o Lugar” concorreu a 11 prêmios. O filme foi o maior vencedor de melhor filme desde “Quem Quer Ser um Milionário”, de 2008, que levou oito estatuetas.
O longa já vinha colecionando troféus nas principais premiações de cinema, como o SAG Awards.
Na trama, uma imigrante chinesa nos Estados Unidos amargurada com sua rotina é jogada no multiverso e precisa transitar entre diferentes versões de si mesma para salvar o mundo.
ANÁLISE
Houve quem acreditasse numa mudança de curso de última hora em direção a um candidato mais conservador, nominalmente “Nada de Novo no Front” ou “Os Banshees de Inisherin”, mas não teve jeito. “Tudo em Todo Lugar” levou.
A crença vinha do fato de o primeiro tocar num tema hipervalorizado em Hollywood, uma das guerras mundiais, e o segundo preencher a cota de filme intimista britânico da temporada, apesar da alma irlandesa. E havia ainda “Os Fabelmans”, uma opção conservadora por ser de Spielberg, mas disruptiva também por ser de Spielberg –apesar de medalhão da indústria, o cineasta tem um histórico complicado com o Oscar.
Premiando “Tudo em Todo o Lugar” como melhor filme, no entanto, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas reforçou a tendência de se comportar como pêndulo. Mais que isso. Ao dar quatro estatuetas a “Nada de Novo no Front”, escancarou uma crise de identidade, numa organização que passa por transformações e que alterna entre a caretice e a novidade.
Se num ano premia um “filme de Oscar”, daqueles mais tradicionalistas e ancorados em temas e formatos historicamente reconhecidos pela organização, no outro pende para uma escolha que afronta padrões. É um embate fruto da admissão de votantes mais novos, pertencentes a grupos minorizados na indústria e de fora das fronteiras dos Estados Unidos.
Basta olhar para o ano passado, quando o inofensivo e agrada-todo-mundo “No Ritmo do Coração” levou melhor filme, ainda na ressaca da vitória de “Parasita”. “Nomadland” veio no meio, mas num ano atípico por causa da pandemia.

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