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Misa recebe exposição "Arte é tudo, tudo é arte", de Adrian Melo
Aos 56 anos, artista de Santana do Ipanema diz que se reconectou com a arte durante a pandemia
O mês de abril reserva bons acontecimentos para os amantes das artes plásticas em Alagoas. Entre eles está a exposição “Arte é tudo, tudo é arte”, do artista Adrian Melo, que estará aberta para visitação no Museu da Imagem e do Som - MISA, do dia 3 até 30 de abril. Após se redescobrir profissionalmente dentro do universo artístico, essa será a terceira exposição do alagoano.
De Santana do Ipanema, Adrian, desde a infância, percebeu seus dons para as artes plásticas, suas primeiras obras foram desenhos de super-heróis e desenhos vindos de sua própria cabeça, que sempre lhe renderam muitos elogios vindo de familiares. Infelizmente, o talento não foi explorado na época. Com o passar dos anos, a arte foi virando um hobby, até a chegada da pandemia.
O momento de reclusão, para o artista, também foi um momento de reconexão com a arte e redescoberta profissional. Utilizando da criatividade para expor os sentimentos e uma forma de lidar com as crises de pânico que surgiram com a época pandêmica.
“Depois de algum tempo sem sair de casa, precisei começar a sair devido ao tratamento psicológico, em um desses momentos encontrei o Ateliê Aquarela, que oferecia um curso de pintura. Fiz um curso de um ano e meio, as coisas foram fluindo e não parei mais”, contou ele.
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Aos poucos, o artista foi embarcando cada vez mais no mundo artístico e as oportunidades apareceram, como por exemplo as outras duas exposições que antecederam a que estará no MISA e a venda de alguns quadros. Para ele, por ser uma mostra individual, essa será sua exposição oficial.
Com 32 obras e um mural, Adrian Melo conta que o nome da exposição não é à toa e que ele surgiu após uma inquietação que nasce a partir das visitações que já fez a outras mostras.
“Geralmente, em algumas exposições que eu visito, vejo apenas quadros, só telas e eu comecei a ir mais além, me permitindo pintar em folhas secas e luminárias, por exemplo. Minhas obras começaram a me fazer perceber que tudo é arte, o crochê é uma arte, a luta da capoeira é uma arte, arte é tudo e tudo é arte”, explicou.
No auge dos seus 56 anos, conta com a ajuda dos filhos para realizar a curadoria da exposição. De acordo com ele, todas as obras que cria passam pelo olhar crítico dos seus dois filhos, que o auxiliam na escolha das peças.
Além disso, ele também revela que muitas de suas criações surgem durante o seu “ócio criativo”, já outras nascem dos passeios que geralmente faz com sua esposa. “Antes usava o celular, fotografava o que me inspirava, agora já ando com um bloquinho e caneta para começar a desenhar ali na hora”.
Feliz por estar mostrando ao mundo um pouco do seu trabalho, Adrian Melo afirma que é um misto de sensações viver esse momento e espera que o público goste das obras que foram produzidas com muito carinho.
*Sob supervisão da editoria de Cultura