Entenda!
Economia Criativa ostra força e deve crescer ainda mais em Alagoas
Empresas do setor movimentaram R$ 560 milhões no Estado em plena pandemia, mostra PIB da cultura
Amplo, inovador e muito criativo. Cheio de características, a economia criativa alagoana vem ganhando espaço e, principalmente, deixando sua marca registrada. Criado na década de 1990, o jovem termo designa um circuito que envolve filmes, shows, música, livros, espetáculos e diversos outros serviços que têm como insumo básico a criatividade.
Vivendo um período de efervescência em Alagoas, o despertar dos gestores, empresas e artistas para a economia criativa vem movimentando a cena local e, até mesmo, causando mudanças animadoras.Uma delas foi a mudança da Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas para Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, visando construir políticas públicas para o setor.
De acordo com os dados do PIB da Economia da Cultura e Indústrias Criativas no Brasil, empresas criativas movimentam R$ 560 milhões em Alagoas. Para a secretária Mellina Freitas, cultura é desenvolvimento e é importante acreditar na diversidade cultural como fator que impulsiona o desenvolvimento e que movimenta uma cadeia produtiva que gera trabalho, emprego e renda, e que promovem inclusão social.
“Com a nova conjuntura, onde a Secretaria tornou-se uma pasta de Cultura e Economia Criativa, nosso trabalho foi ampliado e temos o desafio de tornar Alagoas referência, tanto de modelo de desenvolvimento quanto de Estado que consegue transformar sua diversidade cultural em serviços”, disse ela.
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Elder Maia, especialista em Economia Criativa, afirma que novas estruturas administrativas podem construir diretamente políticas públicas que destinem da melhor forma créditos para as micro e pequenas empresas criativas, além de estimular o empreendedorismo cultural e a capacitação profissional dos trabalhadores da cultura.
“Essas atividades, em conjunto, geram oportunidades de renda e melhoria de vida, especialmente para as pessoas que trabalham nas cadeias de valor do transporte, alimentação, hospedagem, logística, música e entretenimento. Em 2021, a economia criativa adicionou 580 milhões de reais, em Maceió esse valor foi de 230 milhões. São montantes muito expressivos”, disse ele.
O estudioso ainda explica que o momento vivenciado por Alagoas acontece devido à convicção, por parte dos gestores e também da pressão exercida pelo movimento artístico organizado, de que a cultura também é uma fonte econômica estratégica. Além disso, ocorreu um aumento expressivo dos investimentos e recursos destinados à cultura em âmbito nacional, oriundos da Lei Paulo Gustavo e Lei Aldir Blanc.
Para Elder Maia, os alagoanos criativos ainda têm muito para crescer e tornar a economia criativa uma grande potência de Alagoas. “É necessário elevar o orçamento destinado para o setor, uma vez que, de acordo com a ONU, a cada um dólar investido em cultura e criatividade o retorno é de um dólar e sessenta e cinco centavos, o mesmo vale para o Brasil”.
Composta de vários segmentos, segundo o produtor cultural Felipe Guimarães, é importante entender como a cultura vem sendo tratada dentro da economia criativa. De acordo com ele, o ponto chave da questão é a qualificação dos fazedores de cultura alagoana.
“O segmento cultural em si, as empresas que fazem parte do segmento cultural, precisam de incentivo para se estruturar, incentivo tecnológico, capacitação profissional e isso é preciso ser visto”, disse ele.
“A cultura irá receber das leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo grandes recursos e essa será a oportunidade de estruturar os fazedores de cultura como profissionais e empresas sustentáveis em meio a economia criativa como um todo”, completou.
*Sob supervisão da editoria de Cultura