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O CIRCO VOLTOU

Filme resgata história de trupe circense alagoana dos anos 1930

Longa-metragem está em cartaz no Centro Cultural Arte Pajuçara

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A história dos caminhos percorridos por Zé Wilson e sua trupe circense, através do filme “O Circo Voltou”, está sendo contada no telão do Centro Cultural Arte Pajuçara. Com direção de Paulo Caldas e Roteiro de Barbara Cunha, a obra cinematográfica traz para o público uma reflexão sobre a longa tradição das famílias circenses que permanecem vivas e fortes.

Tudo começa nos anos 1930, no século passado, quando um casal de jovens, indígenas Xucurus-cariris originários de Palmeira dos Índios, se encantou com a passagem de um circo pela região de Major Isidoro e decidiu montar sua própria companhia circense, batizada de Brasil Lux. Após anos, a história é continuada com José Wilson à frente do Circo Spadoni e da Escola de Circo Picadeiro.

Na nova etapa, o mestre Zé Wilson sai com sua trupe de São Paulo rumo à Major Isidoro, atravessando o Brasil profundo com suas paisagens e personagens fascinantes. Entre as aventuras vividas, os artistas realizam apresentações em Furquin, interior de MG, no Quilombo Cinzentos, na Bahia, e em uma aldeia em Palmeiras do Índios até culminar no grande espetáculo em Major Isidoro, para que dessa forma se possa contar a saga do Circo como resistência cultural no Brasil, sempre se reinventando ao mesmo tempo em que mantém a tradição.

O CIRCENSE JOSÉ WILSON

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José Wilson Moura Leite tem formação circense iniciada na infância, no circo da família, onde praticou e desenvolveu diversas técnicas e modalidades, destacando-se como trapezista, acrobata e palhaço. Em 1984, fundou o Circo Escola Picadeiro, que coordena até hoje, formando artistas e grupos circenses que se destacam no cenário cultural brasileiro e estrangeiro, como a Nau de Ícaros, Acrobáticos Fratelli, Parlapatões, La Minima, entre outros. Vários artistas formados pela Picadeiro são integrantes dos espetáculos “Cirque du Soleil”. Foi parceiro de Cacá Rosset nas montagens de Ubu Rei, Sonho de Uma noite de Verão, O Doente Imaginário e Ubu -- Folias Físicas e Musicais. Com o diretor Pierrot Bídon dirigiu Caiu do Céu e com o Parlapatões, Stapafúrdyo. “Zé Wilson” também cria e produz projetos de inclusão social através do Circo Escola Picadeiro, atualmente instalado em Osasco, e acolhe jovens e crianças em situações de risco social formando-os artistas circenses.

SOBRE O DIRETOR

Nascido na Paraíba e radicado em Recife, o diretor do filme, Paulo Caldas, atua há mais de 20 anos como diretor e roteirista de cinema, programas de TV, comerciais e videoclipes. Seu primeiro longa, Baile Perfumado (1997), realizado em parceria com Lírio Ferreira, é considerado um clássico do cinema contemporâneo. Em 2000, dirigiu o documentário O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas, selecionado para o Festival de Veneza. É um dos roteiristas de Cinema, Aspirinas e Urubus (2005). Seus filmes Deserto Feliz (2007), País do Desejo (2013), Saudade (2018), Abismo Tropical e Flores do Cárcere (ambos de 2019), participaram de vários festivais internacionais - Berlim, Toronto, Roterdã, Havana, Guadalajara, Buenos Aires, Paris e Lisboa, e nacionais - Gramado, Brasilia, São Paulo e Rio de Janeiro. Atualmente finaliza Atmosfera e está em produção do longa A Máquina de Filmar Sonhos, além do projeto Céu da Boca, em desenvolvimento.

SOBRE O ROTEIRO

O roteiro do longa é assinado por Bárbara Cunha, roteirista, diretora e sócia da 99 Produções. Estudou direção com Béla Tárr (2018) e Apichatpong Weerasethakul (2022). É Pós-graduada em Estudos de Imagem, integra a rede de talentos Projeto Paradiso e é ativista pela equidade de gênero no ‘MAB’. Dirigiu e roteirizou curtas, séries e o longa-metragem Flores do Cárcere em (2019). Atualmente desenvolve seu primeiro longa de ficção, Menina Noiva. Seu próximo longa documental, Deus é Mulher, fez parte da seleção oficial do Docs in Progress no Festival de Cannes 2021.

* Sob supervisão da editoria de Cultura.

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