Saúde
MACEIÓ REGISTRA 838 CASOS DE HANSENÍASE EM DEZ ANOS
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Ao longo dos últimos dez anos – 2013 a 2022 –, Maceió registrou 838 casos de hanseníase, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). No último ano, foram 57 casos.
Conforme o balanço, o ano com mais casos na capital foi em 2013, com 116 notificações. Em 2014: 99; 2015: 109; 2016: 87; 2017: 88; 2018: 106; 2019: 69; 2020: 63 e 2021: 50.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, transmissível e afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro). Já os que estão em tratamento regular ou que receberam alta não transmitem.
A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a doença. A responsável técnica do Programa de Controle da Hanseníase de Maceió, Vânia Bernardino, falou sobre os principais sinais e sintomas.
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“Manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato. Áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor. Caroços e placas em qualquer local do corpo. Diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos) principalmente em mãos, braços, pés, pernas e olhos e pode gerar incapacidades permanentes”, explicou à reportagem.
É importante diagnosticar e tratar precocemente a hanseníase para evitar a progressão da doença, prevenir incapacidades e reduzir a transmissão, acrescenta a especialista.
A hanseníase tem cura, é mais fácil e rápida de atingi-la quanto o diagnóstico for feito de forma precoce, destaca.
“O diagnóstico precoce é um dos principais aliados da cura da doença. Por isso, pedimos que a população fique atenta e procure atendimento médico ao perceber os sintomas”, finalizou Vânia Bernardino.
TRATAMENTO NO SUS
O tratamento é feito nas unidades de saúde de forma gratuita, é realizado via oral, constituído pela associação de três medicamentos e é denominado poliquimioterapia única.
A prevenção baseia-se na educação para a saúde, tratamento oportuno de todos os casos e vigilância dos contatos.