Crime
NÚMERO DE ESTELIONATOS REGISTRA AUMENTO EM ALAGOAS, DIZ NÚCLEO
De acordo com anuário, no ano passado foram cometidos 18,9 crimes por cada cem mil habitantes
Os números revelados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam para um crescimento no quantitativo de estelionatos em Alagoas. Os dados foram informados através do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac), pertencente a Secretaria de Segurança Pública e registram 18,9 crimes por cada 100 mil habitantes, entre os anos de 2021 e 2022.
O levantamento também mostra os dados relativos aos estelionatos cometidos através de meios eletrônicos em ambiente virtual. Foram 3.319 registros em 2021 e 4.911 casos em 2022. Na região Nordeste, Alagoas apresenta o 5º maior número por 100 mil habitantes, estando atrás dos estados de Pernambuco (642,9); Rio Grande do Norte (726,5); Ceará (782); e Sergipe (869,7).
O crime de fraude eletrônica fica caracterizado quando há o uso de informações fornecidas pela vítima quando induzida ao erro pelos criminosos. Os números informados nos anos de 2022 e 2023 correspondem a 16.745 e 19,914 casos, de um ano para o outro, como explica o Delegado Sidney Tenório, titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos.
“É importante orientar todos os alagoanos que os criminosos já estão se utilizando do programa Desenrola, do Governo Federal, para aplicar golpes nas pessoas que desejam resolver dívidas. Isso vem ocorrendo em todo o Brasil, em Alagoas não é diferente. Eles estão utilizando as plataformas de mensagens e se passando por representantes de instituições financeiras, oferecendo descontos irreais, pedindo adiantamentos via pix, mandam boletos falsos”, informa.
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O Brasil registrou 208 golpes por hora em 2022. Foram 1,8 milhão de ocorrências de estelionato no país, uma alta de 37,9% em relação a 2021. Os dados fazem parte da 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado na última quinta-feira (20). O total de estelionatos no país, no ano passado, foi de 1.819.409. Em 2021 foram 1.312.964 registros. Nos últimos cinco anos, a ocorrência desse tipo de crime cresceu 326,3%; em 2018, houve 426.779 casos.
Os crimes através de meios eletrônicos somaram 200.322 ocorrências no ano passado, um aumento de 65,4% em relação às ocorrências de 2021. Esse crescimento aponta para uma modificação dos crimes patrimoniais. Depois dos anos 2020, 2021, há uma migração para o ambiente híbrido, com estelionatos e golpes virtuais. A vida das pessoas, que tinham componentes analógicos, passou a ter cada vez mais serviços digitais por aplicativos, afirma Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Os estelionatos por redes sociais e aplicativos de mensagens apresentaram um crescimento flagrante em vários países, principalmente devido à pandemia de Covid-19, A intensificação do uso da internet e redes sociais explica o aumento, se transformando em um campo vasto para atuação de criminosos que voltaram suas atenções para os serviços digitais.
Segundo um levantamento feito pelo Serasa, a cada 7 segundos uma tentativa de fraude é registrada no Brasil. O principal objetivo dos criminosos é acessar os dados de bancos e cartões dos clientes, com mais de 200 mil casos denunciados no primeiro semestre deste ano. Aplicativos como WhatsApp e Instagram são atualmente os canais preferidos dos chamados cibercriminosos que utilizam os meios digitais para entrar em contato com suas vítimas.
Os principais tipos de golpe por aplicativo são a clonagem e o novo número. Na clonagem, o golpista tenta copiar a conta de WhatsApp da vítima, tentando obter o código de seis dígitos, enviado por mensagem de texto. Para isso, o criminoso entra em contato com a vítima pelo aplicativo se passando por um atendente de suporte técnico ou do setor de cobranças. Já no golpe do novo número, o golpista possui os números dos contatos da vítima e cria uma nova conta no WhatsApp. O seu objetivo é se apropriar da identidade da vítima para pedir dinheiro para amigos e pessoas próximas, afirmando ser o titular, e que trocou de número.