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Amor pela arte

Conheça Firmo, o artesão alagoano que transforma lixo em arte

Recentemente, artista foi homenageado e contou sua história no projeto “Minha Arte”, da TV Mar

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Imagem ilustrativa da imagem Conheça Firmo, o artesão alagoano que transforma lixo em arte
| Foto: REPRODUÇAO

Embarcando no mundo da fauna e da flora, transformando lixo em arte, o artesão alagoano José Firmo une arte e sustentabilidade há mais de 20 anos, dando uma nova vida a objetos esquecidos e muitas vezes dados como inutilizáveis. Natural de Murici, Firmo passou a infância no interior alagoano, criando vínculos afetivos com a natureza e já olhando com carinho os materiais que podiam ser reutilizados e reciclados.

De origem simples, o artista, que é uma das marcas registradas do bairro de Fernão Velho, em Maceió, concilia a vida profissional de artesão, que infelizmente ainda não lhe gera renda suficiente para manter a família, com a rotina do trabalho de limpeza urbana. Autodidata, o desejo de transformar materiais descartáveis, como baterias, latas, garrafas em arte, despertou cedo, mas só após alguns anos passou de desejo para a rotina do artista.

“Sempre fui muito curioso e meu desejo de transformar as coisas só cresceu quando a figura de uma professora de artes levava papelão e garrafas PET para as aulas, então fui aprendendo por espontânea vontade, afinal, o desejo sempre existiu”.

Buscando sempre inspiração nas vivências trazidas pelo tempo que morou no interior, na família e no amor, Firmo realiza com carinho cada etapa que proporciona uma nova vida aos materiais, seguindo o passo a passo de escolher o material, realizar a maquete do projeto, cobrir com cola e papel machê para deixar a criatividade aflorar.

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“Quando vou criar, penso no frio trazido pela natureza nas manhãs em Murici, na minha família… há mais de 20 anos, sempre olhei para as garrafas PET e batia a vontade de transformar elas em outra coisa, busquei dar para elas uma nova vida em homenagem à natureza, fazendo sempre a fauna e a flora brasileira. Eu reaproveito tudo, porque tudo pode virar arte e ganhar uma nova vida”, disse ele.

“Eu sempre me inspirei na fazenda, nas floresta, eu sou ‘cabra’ do mato e nunca esqueço minhas origens. Além disso, eu sempre me inspiro na força de vontade de vencer, o importante é não desistir”, completou.

Mesmo com as dificuldades de se manter dentro do mundo das artes, Firmo revela que não se deixa abater pelos desafios, buscando sempre formas de ter sua arte viva e também de repassar os aprendizados para as próximas gerações.

“Tenho muito orgulho do meu dom! Minha arte aumenta minha autoestima, tenho peças reconhecidas em todo Brasil, na Europa, nunca pensei que isso um dia fosse acontecer quando fiz meu primeiro pássaro de papelão e plástico, anos atrás”, disse ele.

Pai de dois filhos, o artesão conta que sempre que pode tenta aproximar os pequenos do processo de criação das peças. Segundo ele, Gabriel e Ester se interessam, mas infelizmente o tempo de qualidade é curto.

“Minha esposa e meus filhos amam meu trabalho, nosso tempo juntos é pouco, eles estudam, mas sempre que posso mostro alguns detalhes a eles, meu menino já começou a arriscar a pegar em alguns pincéis”, contou ele.

Aproveitando os dias de folga e os tradicionais domingos para criar, fazendo o possível para produzir o máximo de peças possíveis. De acordo com ele, às vezes três peças de tamanhos grandes/médios conseguem ser confeccionadas em um dia. Se forem pequenas, o normal é produzir cinco peças em um dia.

Para suas artes, Firmo mantém os olhos atentos para encontrar os materiais que vão das garrafas PET aos carregadores de celular. Muitas vezes, para ele, um simples passeio pela rua pode gerar uma volta para casa com diversos novos materiais e a mente fervilhando de boas ideias.

Apaixonado pelo que faz, o artesão alagoano fala com orgulho da sua arte e conta que sonha com o dia em que haja mais reconhecimento e valorização da arte. “Meu maior sonho é viver da minha arte, conseguir mais reconhecimento do meu trabalho, eu já sou um vencedor, mas tenho certeza que posso ir muito mais além”.

*Sob supervisão da editoria de Cultura

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