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Nº 5751
Caderno B

... O Espírito do Amor ...

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Por Mons. Pedro Teixeira Cavalcante/Teólogo | Edição do dia 06/07/2024 - Matéria atualizada em 06/07/2024 às 04h00

Tempos houve em que o Espírito Santo não era muito falado e até chegou a ser desconsiderado na sua divindade, porém atualmente Ele é lembrado e amado, não tanto, porém, como deveria sê-lo. Diz-se, e com verdade, que o mistério da Santíssima Trindade não pode ser compreendido. Mas, se não pode ser compreendido, pode certamente ser percebido e, consequentemente, de alguma maneira entendido.

Deus é amor. Ora, o amor só pode existir, se existirem pelo menos duas pessoas, das quais uma será a amada e a outra a amante. Porém, podem existir duas pessoas e entre elas não existir o amor. Portanto, para existir amor, é preciso que exista o amante, o amado e o amor entre eles. Em Deus, existe o Amante, o Amado e o Amor, porque Deus é amor por essência.

Em Deus a pessoa amante é o Pai, a pessoa amada é o Filho e o amor que existe entre os dois, o Pai e o Filho, é uma pessoa chamada de Espírito Santo. E como Deus é infinito, tudo nele é infinito e, como o infinito é uno e único, Deus, apesar de ser três Pessoas, Ele é uno e único.

Na Trindade santíssima, o Pai é aquele que não tem princípio nem fim, é o que gerou, por amor, o Filho. É, pois, o eterno Amante; o Filho é o gerado pelo Pai, por amor, desde toda a eternidade; o Espírito Santo é o eterno Amor que liga o eterno Amante ao eterno Amado.

Na Trindade houve uma explosão de amor e foi a criação do mundo e da humanidade; houve outra explosão de amor e foi a Redenção. Portanto, o Espírito Santo, explodindo da Trindade, provocou a criação pelo Pai e a redenção pelo Filho. E Ele continua essas explosões de amor trinitário na vida de cada pessoa.

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