loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Caderno B

EM MACEIÓ

Mostra Quilombo tem programação dedicada ao cinema negro e indígena

Evento gratuito ocorre até o dia 23 de agosto no Centro Cultural Arte Pajuçara, com sessões de filmes, atividades formativas e convidados de destaque no audiovisual brasileiro

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem Mostra Quilombo tem programação dedicada ao cinema negro e indígena
| Foto: Divulgação

As narrativas negras e originárias estão no centro das telonas nesta semana, com a VI Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indígena, uma realização do Mirante Cineclube. O evento começou ontem e segue até o dia 23 de agosto no Centro Cultural Arte Pajuçara, em Maceió. A programação conta com exibições, oficinas e debates.

Antes mesmo de sua abertura oficial, a Mostra realizou uma imersão audiovisual na Aldeia Karapotó Terra Nova, no município de São Sebastião, entre os dias 13 e 15 de agosto. A atividade antecipou o espírito de troca de saberes e experiências que marca o evento, estabelecendo vínculos diretos com territórios indígenas.

A mostra exibe filmes de oito estados brasileiros — Alagoas, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo — e é dividida entre a Mostra Quilombo Jovem, voltada a estudantes e jovens realizadores, e a Mostra Oficial, com exibições abertas ao público e sessões comentadas com diretores e convidados especiais.

Imagem ilustrativa da imagem Mostra Quilombo tem programação dedicada ao cinema negro e indígena
| Foto: Divulgação

Entre os destaques da edição estão a presença da montadora Cristina Amaral, referência do cinema brasileiro, o cineasta Gabriel Martins, da Filmes de Plástico, e a pesquisadora e curadora Lorenna Rocha. A programação completa e informações sobre os horários das exibições podem ser conferidas no perfil da iniciativa no Instagram (@mirante_cineclube).

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

MOSTRA QUILOMBO JOVEM

Voltada à formação de público e à exibição em escolas públicas, a Mostra Quilombo Jovem apresenta dois programas de curtas com temas ligados à juventude, ancestralidade, espiritualidade e territórios urbanos e rurais.

Destaques: Sertão 2138 (PE), ficção distópica dirigida por Deuilton B. Júnior; Só Pedrada (CE), documentário de Mayra Fernandes sobre o reggae nas periferias; Cavaram uma cova no meu coração (AL), de Ulisses Arthur, sobre a crise ambiental causada pela mineração em Maceió; e Zoya (SP), de Larissa Dardania, aborda o luto e o silêncio entre mãe e filha

As sessões acontecem nas salas do Arte Pajuçara, com mediação de educadores e convidados.

ATIVIDADES FORMATIVAS

20/08 – 15h

Roda de conversa com Cristina Amaral

Uma das maiores montadoras do país compartilha experiências, bastidores e visões sobre a arte de moldar narrativas no cinema.

21 a 23/08 – 15h às 17h30

Laboratório de Imersão Criativa com Gabriel Martins

Três encontros formativos com o diretor de Marte Um e Nada, promovendo reflexão, troca de processos e escuta crítica entre jovens realizadores e profissionais do audiovisual.

MOSTRA OFICIAL – SESSÕES DE CURTAS E LONGAS

20/08 – Abertura:

A Transformação de Canuto (SP/PE), documentário de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho – 130 min.

Exibição com presença do diretor e do ator Thiny Ramirez. O filme narra a lenda de um homem que se transforma em onça em uma aldeia Mbyá-Guarani.

21/08 – Sessão de Curtas 1 (77 min)

Com curadoria sensível, esta sessão reúne nove realizadoras negras e indígenas em obras como:

  • Ainda escuto o céu embaixo d’água (AL)
  • O Céu Não Sabe Meu Nome (BA)
  • Acupe (BA), sobre a manifestação Nego Fugido
  • Salam e Mar de Dentro (PE)
  • Meu Amigo Pedro Mixtape (SP), de Lincoln Péricles

22/08 – Sessão de Curtas 2 (80 min)

Filmes que entrelaçam cotidiano, ancestralidade e espiritualidade:

  • Pupá (RN), documentário sobre autonomia e festa
  • A Invenção do Orum (ES), com narrativa queer-afro-futurista
  • Entre o Mar e a Memória (PE), sobre pesca artesanal
  • Maré Grande (BA), marisqueiras e os registros do corpo no mangue.
  • Maira Porongyta – o aviso do céu (MT), ficção indígena sobre desequilíbrio ambiental

23/08 – Encerramento:

Um é Pouco, Dois é Bom (RS), ficção de 1970, de Odilon Lopez — 94 min

Clássico restaurado com duas histórias sobre sonhos e limitações sociais.

Bate-papo pós-sessão com Lorenna Rocha, crítica e curadora, sobre processos de restauração e memória do cinema negro no Brasil.

Relacionadas