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Alianças

Suplentes de senador ganham status estratégico no Estado

Experiências recentes mostram que a escolha do substitutos pode redefinir mandatos e projetos políticos

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Mãe de JHC, Dra. Eudócia herdou o mandato de senadora com a renúncia de Rodrigo Cunha, hoje vice-prefeito de Maceió

 
Em pronunciamento, à bancada, relatora do PL 1.179/2024, senadora Dra. Eudócia (PL-AL).

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Mãe de JHC, Dra. Eudócia herdou o mandato de senadora com a renúncia de Rodrigo Cunha, hoje vice-prefeito de Maceió Em pronunciamento, à bancada, relatora do PL 1.179/2024, senadora Dra. Eudócia (PL-AL). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | Foto: Geraldo Magela

As mudanças ocorridas nos últimos anos na bancada alagoana no Senado colocaram os holofotes sobre uma figura que, até pouco tempo, passava quase despercebida pelo eleitor: o suplente.

A experiência vivida pelo Estado nos últimos anos mostrou, de forma prática, que a vaga não é meramente simbólica, mas estratégica, capaz de alterar rumos políticos e fortalecer grupos de poder.

O exemplo mais emblemático ocorreu com Rodrigo Cunha (Podemos), que deixou o Senado para compor a chapa vitoriosa à Prefeitura de Maceió como vice-prefeito. A articulação tinha como pano de fundo a possibilidade de Cunha assumir o comando do município em caso de renúncia de JHC (PL) para disputar um cargo majoritário. Com a saída do senador, quem assumiu a vaga foi sua primeira suplente, Dra. Eudócia Caldas (PL), mãe do prefeito da capital.

Outro caso de peso foi o de Renan Filho (MDB), eleito senador e, logo em seguida, nomeado Ministro dos Transportes. A ida para o Executivo federal abriu espaço para o suplente Fernando Farias (MDB) assumir uma cadeira no Senado, reforçando a presença do grupo governista alagoano em Brasília.

Esses episódios consolidaram a percepção de que o suplente deixou de ser um “coadjuvante eleitoral” para se tornar um ator central nas costuras políticas. Afinal, a ausência do titular – seja por renúncia, licença ou nomeação para cargos no Executivo – é suficiente para transferir poder, visibilidade e influência ao suplente.

Com as eleições de 2026 no horizonte, a disputa pelas duas vagas ao Senado promete ser intensa. Até o momento, aparecem como cotados para a corrida principal Arthur Lira (PP), Alfredo Gaspar (União Brasil) e Davi Davino Filho (Republicanos), todos no campo da oposição ao governo estadual. Já entre os aliados da situação, os movimentos ainda são mais discretos e pouco definidos.

Paralelamente, cresce a atenção sobre quem poderá ocupar as suplências dessas chapas - posição que pode garantir mandato efetivo sem a necessidade de vencer diretamente a disputa.

MARINA CANDIA: NOME EM ASCENSÃO

Nos bastidores, um dos nomes mais comentados é o da primeira-dama de Maceió, Marina Candia, de 35 anos. Sem histórico de disputas eleitorais, ela surge como um fenômeno político recente, impulsionada pela forte presença digital – são mais de 400 mil seguidores no Instagram – e pela associação direta ao capital político de JHC.

Inicialmente cogitada para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Marina passou a aparecer, nos últimos meses, em pesquisas para o Senado, liderando cenários divulgados publicamente e superando nomes tradicionais como Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP). Caso confirme candidatura e seja eleita, manteria uma das vagas alagoanas no Senado sob influência direta da família Caldas, já que Eudócia Caldas ocupa atualmente o cargo e não deve tentar a reeleição.

A própria Marina admite que avalia a possibilidade, embora ressalte que a decisão será tomada em conjunto com o grupo político liderado por JHC. O eventual lançamento de seu nome também é interpretado como uma alternativa para preservar acordos políticos mais amplos, sem expor diretamente o prefeito da capital a uma renúncia antecipada.

OUTROS NOMES

Além de Marina, outros nomes são citados como potenciais suplentes em chapas competitivas. Surge o de Luiz Romero Farias, médico e empresário, ex-secretário de Saúde de Maceió, com trânsito político e histórico de atuação no Ministério da Saúde. Filiado ao PP, é visto como um nome técnico com capacidade de diálogo e articulação.

Claydson Moura, o “Mourinha”, atual secretário municipal de Saúde de Maceió, ganhou projeção pela condução da campanha de vacinação contra a Covid-19, que colocou a capital alagoana em destaque nacional. é considerado um gestor com forte apelo técnico e social.

Tanto Romero quanto Mourinha fazem parte do grupo político de JHC e podem ser suplentes de Alfredo Gaspar (União Brasil) e Arthur Lira (PP).

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