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Maceió registra queda de 3,18% no preço da cesta básica, diz Dieese

Apesar da redução nos preços, o estudo aponta aumento no tempo médio de trabalho necessário à compra dos alimentos

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A maior queda, do Norte e do Brasil, foi registrada em Boa Vista (RR), com redução de 9,08%
A maior queda, do Norte e do Brasil, foi registrada em Boa Vista (RR), com redução de 9,08% | Foto: — Divulgação

A capital alagoana registrou queda de 3,18% no preço da cesta básica de alimentos no segundo semestre de 2025. O valor passou de R$ 621,74, em julho, para R$ 589,69, em dezembro. Apesar da baixa redução em comparação aos outros estados do nordeste, Maceió ficou no segundo lugar com menos horas necessárias para comprar a cesta básica.

Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Divulgado na última terça-feira (20), o levantamento analisou a alteração dos preços nas 27 capitais brasileiras. A maior queda, do Norte e do Brasil, foi registrada em Boa Vista (RR), com redução de 9,08%. No Nordeste, Fortaleza (CE) lidera o ranking, com recuo de 7,90%. No Centro-Oeste, Brasília (DF) apresentou a maior variação negativa, com queda de 7,65%. No Sul, Florianópolis (SC) se destacou com redução de 7,67%, enquanto no Sudeste, Vitória (ES) registrou a maior diminuição, de 7,05%.

Apesar da redução nos preços, o estudo aponta aumento no tempo médio de trabalho necessário para a compra da cesta básica. Em dezembro de 2025, o trabalhador precisou, em média, de 98 horas e 41 minutos para adquirir os produtos nas capitais analisadas, um pouco acima do registrado em novembro, quando o tempo era de 98 horas e 31 minutos.

Especificamente na capital alagoana, o tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica ficou em média 85h28min, ficando atrás apenas de Aracajú (SE), com 78h11min.

O economista Fábio Leão avalia que a queda não representa, na prática, um alívio significativo para a população de Maceió.

“Ela funciona mais como um ‘respiro’ do que como uma melhora real no poder de compra do maceioense. Embora o salário mínimo tenha subido para R$ 1.621,00, a relação com a cesta básica em Maceió continua muito apertada. Para uma família que recebe um salário mínimo líquido, a cesta consome cerca de 38% a 40% do orçamento”, afirma.

Em Maceió, assim como em outras capitais, alguns itens foram os principais responsáveis pela redução no valor da cesta. O tomate apresentou queda de 21,84%, seguido pelo arroz, com recuo de 17,76%, e pelo açúcar, que caiu 7,44%. Também tiveram redução a banana de 7,17% e o café, com diminuição de 3,56%.

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, a queda nos preços da cesta básica em todo o país reflete os efeitos positivos da política agrícola adotada pelo governo federal.

“Essa redução generalizada é resultado dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário, ampliando a produção de alimentos para o consumo interno”, afirmou, ao destacar o Plano Safra como uma das políticas mais eficazes do setor.

Para o próximo semestre, a expectativa é de estabilidade nos preços, desde que não ocorram imprevistos na produção ou na cadeia de abastecimento, conforme avalia o economista Jarpa Aramis.

“Há uma série de fatores que precisam ser considerados nesse tipo de projeção, mas a tendência é de manutenção dessa média de preços. A menos que haja algum problema climático ou impacto específico sobre determinado produto, que comprometa a oferta”, conclui.

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