Editorial
Mãos estendidas

O evento realizado nessa sexta-feira em Maceió ultrapassou o roteiro formal de inaugurações e entregas para assumir um significado político mais amplo. Ao estender publicamente a mão ao governo federal, o prefeito JHC, filiado a um partido de oposição nacional, sinalizou que o interesse da cidade pode e deve prevalecer sobre disputas ideológicas.
O gesto, acompanhado de palavras que evocaram cooperação e responsabilidade institucional, foi um reconhecimento explícito de que o desenvolvimento municipal exige diálogo entre os entes federativos.
No mesmo ambiente, o Governador Paulo Dantas deixou claro que a convergência política, quando ancorada em obras e serviços, tende a produzir ganhos concretos para a população. O Presidente Lula, por sua vez, adotou um discurso de defesa da democracia e de valorização das políticas públicas, mas em um tom compatível com o espírito do encontro: colaboração acima da polarização.
A mensagem central foi inequívoca. Quando diferentes níveis de governo atuam de forma coordenada, quem ganha é o cidadão. Em tempos de tensão política recorrente, Maceió ofereceu um exemplo relevante de maturidade democrática: menos dedos apontados, mais mãos estendidas.
