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CINEMA

Força do Brasil do Oscar não pode ser um ato isolado, diz Rodrigo Teixeira

Para nome por trás de ‘Ainda Estou Aqui’, há pouca chance do país voltar à premiação nos próximos anos

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Rodrigo Teixeira fala sobre indicações de filmes brasileiros ao Oscar
Rodrigo Teixeira fala sobre indicações de filmes brasileiros ao Oscar | Foto: Folhapress

“Parasita" andou para que "O Agente Secreto" pudesse correr. Só que antes, "Cidade de Deus" engatinhou, mas levou um tombo.

O produtor Rodrigo Teixeira, do premiado "Ainda Estou Aqui", traça uma linha do tempo na qual sustenta que a vitória do longa do sul-coreano de Bong Joon-ho abriu as portas para que o cinema internacional pudesse ganhar mais espaço no Oscar.

"‘Parasita’ é um presente para o cinema internacional", diz Teixeira à reportagem, na Mostra de Cinema de Tiradentes. "Quando o Bong Joon-ho ganhou o Oscar de melhor filme pelo ‘Parasita’ [em 2020], todos os votantes internacionais se uniram para votar nele", afirma.

Para Teixeira, porém, "Cidade de Deus" era para ter sido o pioneiro nessa abertura de portas, mas bateu na trave. "‘Cidade de Deus’ foi prejudicado por uma incompetência da distribuidora internacional [Miramax]", afirma.

"Se tivesse sido indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, o que não foi, por um erro da distribuidora, teria vencido".

O que se conta é que o trabalho de Fernando Meirelles ficou de fora da categoria de melhor filme internacional em 2003 por uma questão de cronograma.

Durante um painel em Tiradentes, essa semana, Teixeira afirmou que, após o sucesso de "Ainda Estou Aqui" e "O Agente Secreto", não vê grandes chances de um filme brasileiro ser indicado ao Oscar de novo tão cedo.

Independentemente disso, o bom ciclo nas premiações internacionais, na sua visão, traz bons frutos para a indústria. "Ser indicado dois anos seguidos a melhor filme —não filme internacional— é sinal de empoderamento. E isso acho que a gente não perde. Se vai ter continuidade, aí é outra coisa", afirma.

"Agora, o brasileiro tem orgulho do seu cinema, não dá para falar mal dele". "Como faz para que isso não seja um ato isolado?", questiona. "Que esse empoderamento faça com que as políticas públicas melhorem, que talentos tenham mais chance, que a formação de jovens aconteça, que outros cineastas também possam ser reconhecidos", diz.

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