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SAÚDE

Nutrólogo cita 4 efeitos no corpo de quem corta calorias drasticamente

Comer menos calorias nem sempre é o melhor caminho para emagrecer e atingir seus objetivos

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Reduzir as calorias da alimentação de forma brusca não é o mais indicado
Reduzir as calorias da alimentação de forma brusca não é o mais indicado | Foto: Divulgação

O Carnaval acabou e agora todo mundo que exagerou um pouco na alimentação tende a "fechar a boca" com o objetivo de perder a gordura abdominal. Mas alcançar esse objetivo exige mais do que cortar refeições ou diminuir porções, mesmo que a redução de calorias seja fundamental. O nutrólogo Ronan Araujo conta quatro efeitos no corpo de quem corta calorias de maneira drástica e passa a comer menos.

Veja os efeitos no corpo de quem come menos:

Perda de massa muscular

A redução drástica de calorias eleva o risco de perder tanto gordura quanto massa muscular. Isso pode ser prejudicial, já que a massa muscular é fundamental para manter o metabolismo ativo. Perder músculo pode diminuir a taxa metabólica basal, o que torna a perda de peso mais difícil em longo prazo.

Metabolismo lento

Quando você come pouco por um período prolongado, o organismo entra em um estado de alerta e reduz o gasto calórico para economizar energia, o que é conhecido como “efeito platô”. Isso significa que você pode parar de perder peso.

Desequilíbrio hormonal

Hormônios como a insulina, cortisol, leptina e grelina desempenham papéis cruciais no controle do apetite, no armazenamento de gordura e na queima de energia. Cortar calorias de maneira drástica pode desregular esses hormônios, levar ao aumento da fome, ao armazenamento de gordura e à dificuldade em perder peso de forma consistente.

Fome e compulsão alimentar

Reduzir drasticamente as calorias pode levar a episódios de fome intensa e até compulsão alimentar. Além disso, a sensação de privação pode fazer com que você tenha mais desejo por alimentos altamente calóricos e menos nutritivos, que dificulta ainda mais a perda de peso.

Acréscimo

Uma dieta equilibrada, rica em proteínas magras, fibras e gorduras saudáveis é mais eficiente do que simplesmente contar calorias. Isso ocorre porque alimentos com maior densidade nutricional não só ajudam a manter o corpo nutrido, como também prolongam a saciedade e evitam picos de fome ao longo do dia.

“A gordura abdominal não desaparece da noite para o dia, mas com uma abordagem equilibrada e paciente, os resultados aparecem. E lembre-se: o importante é fazer escolhas que sustentem sua saúde a longo prazo, não apenas dietas temporárias que prometem resultados rápidos, mas que muitas vezes são insustentáveis”, concluiu o médico.

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