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ESPAÇO PET

Calor pode intensificar casos de dermatite nos pets, diz veterinária

A junção do calor com a umidade faz com que os pets sofram com dermatites; veterinária comenta sinais, riscos e principais cuidados

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Imagem ilustrativa da imagem Calor pode intensificar casos de dermatite nos pets, diz veterinária
| Foto: Divulgação

A época do calor traz diversas preocupações para os “pais” de pet. Desidratação e proliferação de fungos, pulgas e carrapatos são alguns dos problemas que cães e gatos enfrentam devido ao aumento da temperaturas e umidade. Há, porém, outra questão que muitos donos esquecem: as dermatites.

Neste período, a incidência de dermatites, alergias e infecções cutâneas cresce drasticamente. As condições podem acabar confundindo os tutores, já que a maioria acredita ser “apenas uma coceira”.

No entanto, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABEMPET), elas atingem milhares de animais no Brasil — cerca de 160,9 milhões de pets.

Os sinais

A junção do calor intenso com a umidade cria o ambiente ideal para o desenvolvimento de doenças dermatológicas nos cães e gatos. Entre as mais comuns, estão a sarna, micose e a dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP).

A veterinária Carla Perissé, especialista em dermatologia, lista alguns sintomas:

- Coceira excessiva;

- Feridas na pele;

- Vermelhidão;

- Queda de pelos;

- Lambedura excessiva das patas.

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| Foto: Divulgação

Além disso, segundo ela, os cães representam 96,7% dos casos diagnosticados em clínicas veterinárias. “Coçar de forma constante não é normal. Pode indicar processos alérgicos, infecções fúngicas ou bacterianas e até dor, que o animal não consegue expressar de outra forma”, alerta.

Recomendações

A especialista também chama atenção para que os donos não mediquem os pets sem orientação de um profissional. “O uso de shampoos inadequados ou pomadas indicadas sem orientação profissional pode agravar o quadro. A pele do pet responde de forma individualizada, e o que funciona para um animal pode piorar significativamente a condição de outro”, reforça.

Carla ainda acrescenta que além do desconforto, as dermatites podem evoluir para feridas extensas, infecções secundárias e queda intensa de pelos — o que impacta significativamente a qualidade de vida do animal.

De forma geral, a recomendação é procurar um veterinário ao observar sinais persistentes, praticar medidas preventivas, como uso regular de antiparasitários, manter a higiene ambiental e levar o peludo a consultas periódicas. “São fundamentais para reduzir os riscos durante o verão”, conclui.

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