loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 27/02/2026 | Ano | Nº 6170
Maceió, AL
26° Tempo
Home > Caderno B

ESTREIA CINEMA

Vale o ingresso? 'Pânico 7' tem discussão sobre deepfake e 'final girl'

Personagem de Neve Campbell agora luta para proteger a filha, pouco hábil para se defender sozinha

Ouvir
Compartilhar
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Whatsapp
Imagem ilustrativa da imagem Vale o ingresso? 'Pânico 7' tem discussão sobre deepfake e 'final girl'
| Foto: Divulgação

“Você gosta de filmes de terror?", volta a perguntar o vilão mascarado Ghostface em "Pânico 7", que estreou esta semana nos cinemas brasileiros. A resposta do leitor a essa pergunta vai ser fundamental para decidir se vale a pena separar o dinheiro do ingresso e da pipoca. Até porque, depois de 30 anos acompanhando a saga de Sidney Prescott (Neve Campbell), tem que gostar muito de filme de terror ou mais especificamente da franquia criada por Kevin Williamson (que também dirigiu essa sequência) para embarcar na proposta.

O filme começa, como reza a cartilha, com uma sequência de assassinato impactante. Ela envolve a casa de Stu Macher (Matthew Lillard), onde ocorreram os assassinato do primeiro filme. A novidade é que o imóvel está sendo alugada por temporada. Trata-se de uma crítica nada sutil àqueles que são fissurados por crimes reais?

Sim, a franquia já brincou com isso em diversas ocasiões — e o sétimo filme ainda voltará a fazê-lo mais adiante. Faz parte da graça, mas aqui isso aparece sem muita ligação com o resto do enredo, então sigamos adiante. Passado o susto inicial, vemos como está a vida de Sidney em Pine Grove.

Ela administra uma cafeteria, é casada com o policial Mark Evans (Joel McHale) e tem três filhos, embora apenas a adolescente Tatum (Isabel May) esteja em casa (as crianças estão convenientemente de férias com os avós).

A tranquilidade da família começa a ir embora quando Sidney recebe a ligação de uma pessoa dizendo ser o Ghostface. Acostumada a receber trotes, ela não dá importância, até que a pessoa do outro lado revela ser alguém que, para todos os efeitos, já estava morta desde o primeiro filme.

Deepfake? É alguém se usando dos avanços tecnológicos para assustar Sidney? Ou realmente essa pessoa ficou 30 anos fora de circulação e resolveu reaparecer agora? Só saberemos mais adiante.

Enquanto tenta entender o que está acontecendo, Sidney também precisa salvar a filha, que vira o alvo preferencial do assassino. O namorado e os amigos dela, que são suspeitos até que se prove o contrário, acabam repetindo padrões que já vimos ao longo da franquia.

Tem o namorado "bom de mais para ser verdade" Ben (Sam Rechner), a "patricinha com cara de primeira a morrer" Hannah (Mckenna Grace), a amiga que "quer agradar a todos" Chloe (Celeste O'Connor) e o "esquisitinho vidrado em crimes reais" Lucas (Asa Germann).

Imagem ilustrativa da imagem Vale o ingresso? 'Pânico 7' tem discussão sobre deepfake e 'final girl'
| Foto: Divulgação

A relação de mãe e filha é talvez o laço familiar mais aprofundado em toda a franquia até agora — embora sempre tenha havido citações a relações conflituosas, isso ficava mais na boca dos personagens do que era mostrado de fato. Por ter sido protegida demais a vida toda, Tatum é pouco hábil para se defender sozinha. Ela se queixa o tempo todo de não saber muito sobre a história de Sidney pela fonte primária.

Em um dos momentos mais bizarros do filme, Tatum precisa colocar o fone de ouvido para receber instruções da mãe sobre como deve agir enquanto o Ghostface está prestes a pegá-la. Será essa a "final girl" que melhor já representou a Geração Z nas telonas? Dos filmes anteriores, aparecem Gale Weathers (Courteney Cox), que perdeu seu programa de TV e está se voltando às origens como repórter policial, e os gêmeos Mindy (Jasmin Savoy Brown) e Chad (Mason Gooding), que agora são ajudantes dela. Pena que o trio é subaproveitado.

Para quem se não lembra, Mindy herdou do tio Randy Meeks (Jamie Kennedy) o gosto por filmes de terror. Nos dois filmes anteriores, ela foi a responsável pelas sacadas metalinguísticas que faziam parte da fórmula de sucesso da franquia, e que neste novo filme aparecem de forma bem mais diluída. Já as mortes estão cada vez mais inventivas e espetaculosas, como se houvesse a necessidade de fazer mais do que já foi feito.

Tem tripa caindo no chão, objeto pontiagudo sendo enfiado de um lado e saindo do outro e vidro cortando garganta, só para citar alguns. O exagero gráfico é tanto que chega a causar risadas na sala de cinema. Se for o seu tipo de humor/terror, não irá se decepcionar.

Relacionadas