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ESTREIA

Steven Spielberg reafirma sua fé no cinema e fala de ‘Dia D’: ‘Reflexo do mundo’

Estreia desta quinta-feira nas telonas, filme volta ao tema dos alienígenas

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Cineasta Steven Spielberg durante lançamento de 'Dia D', em Londres
Cineasta Steven Spielberg durante lançamento de 'Dia D', em Londres | Foto: Millie Turner/Invision/AP

Um momento logo no início de Dia D parecerá instintivamente familiar para qualquer pessoa que tenha crescido assistindo aos filmes de Steven Spielberg. Um boletim meteorológico na TV prevê chuva de granizo. A câmera faz uma panorâmica para baixo, do aparelho de televisão para a mesa da cozinha. Sons de estalos começam. Cereais caem em uma tigela. “Aquilo era Froot Loops”, diz Spielberg, sorrindo. “O meu favorito”.

O trabalho mais recente de Spielberg, assim como alguns de seus primeiros e mais amados filmes, aborda novamente o que pode cair do céu. Dia D, que a Universal Pictures lança nesta quinta-feira, 11 de junho, traz o maior artesão das telonas de Hollywood de volta a uma de suas perguntas mais persistentes: estamos sozinhos?

Chegando quase meio século depois de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, o filme retoma uma das obsessões criativas do diretor. Para Spielberg, porém, a obra vai além da ficção científica.

“É o meu primeiro filme que será considerado ficção científica, mas que eu não considero ficção científica”, afirmou. “É muito mais um reflexo do mundo à medida que ele evolui e das descobertas que estão sendo feitas enquanto conversamos”.

Aos 79 anos, Spielberg revisita temas presentes em obras como E.T. e Guerra dos Mundos, mas agora aposta menos na imaginação e mais na convicção. “Sou um crente desde que fiz Contatos Imediatos há 50 anos”, diz.

Filme foi feito após Spielberg contar sua história mais pessoal

Dia D é estrelado por Josh O’Connor como um especialista em segurança cibernética que encontra evidências de encontros alienígenas supostamente ocultadas pelo governo. No elenco também estão Colin Firth, Colman Domingo e Emily Blunt, que interpreta uma meteorologista envolvida em acontecimentos misteriosos.

O projeto surgiu após Os Fabelmans (2022), filme inspirado na própria infância de Spielberg e no divórcio de seus pais. Segundo o diretor, a experiência deixou a sensação de encerramento de um ciclo.

Cena de 'Dia D', filme de Spielberg com Colman Domingo, Tommy Martinez, Emily Blunt e Josh O'Connor
Cena de 'Dia D', filme de Spielberg com Colman Domingo, Tommy Martinez, Emily Blunt e Josh O'Connor | Foto: Reprodução

“Foi a pergunta mais difícil que já tive que me fazer, porque houve uma sensação de conclusão ao resolver tantos problemas pessoais que eu nunca tinha exposto em público antes”, afirmou.

A inspiração para o novo longa veio, em parte, das audiências realizadas nos Estados Unidos em 2023 sobre fenômenos anômalos não identificados (FANIs), que reacenderam debates sobre possíveis registros de objetos voadores não identificados. Motivado pelo tema, Spielberg elaborou um esboço que deu origem ao roteiro desenvolvido ao lado de David Koepp, colaborador de longa data.

‘Dia D’ é sobre extraterrestres, mas também sobre empatia

Spielberg costuma dividir sua carreira entre os filmes de aventura e fantasia, como Tubarão, E.T. e Caçadores da Arca Perdida, e obras mais dramáticas, como A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan.

Dia D funciona como uma ponte entre esses dois momentos. Embora trate de extraterrestres e mistérios, o diretor afirma que o centro da história é a empatia.

“Acho que todo filme deveria dar grande ênfase à empatia, porque a empatia às vezes parece estar em falta”, diz Spielberg. “Ela está aí para todos nós”.

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