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CineSesc retoma sessões em Maceió nesta quinta com três filmes nacionais
Programação gratuita no Arte Pajuçara reúne obras de Anna Muylaert, Pedro Freire e Kleber Mendonça Filho
O CineSesc 2026 retorna a Maceió nesta sexta-feira (17) com três sessões gratuitas no Centro Cultural Arte Pajuçara. A programação começa às 14h e vai até as 19h, reunindo três produções nacionais que percorrem temas como classe social, vínculos familiares e memória urbana. O acesso é por ordem de chegada, sem necessidade de retirada antecipada de ingressos.
A abertura fica com “Que Horas Ela Volta?”, lançado em 2015 pela diretora Anna Muylaert e um dos filmes brasileiros de maior repercussão da última década. A história acompanha Val, empregada doméstica em São Paulo que vive há anos na casa da família que a emprega, dormindo num quarto de serviço e criando o filho dos patrões quase como se fosse o seu. A rotina muda quando a filha de Val, Jéssica, chega para fazer vestibular. O filme foi indicado ao Globo de Ouro e ao BAFTA de melhor filme estrangeiro, com Regina Casé no papel principal.
Às 17h, a sessão é de “Malu”, de Pedro Freire, lançado em 2022. O filme narra o reencontro de uma mãe e sua filha adulta após anos de afastamento, num percurso que examina os limites do amor materno, a culpa e o que sobra dos laços quando o tempo e a distância já fizeram seu trabalho.
O encerramento, às 19h, fica com “Retratos Fantasmas”, documentário de Kleber Mendonça Filho lançado em 2023. O diretor de “Aquarius” e “Bacurau” usa as antigas salas de cinema do Recife como ponto de partida para uma reflexão sobre memória coletiva, transformação urbana e o papel do cinema na formação de uma cidade. O filme mistura imagens de arquivo, depoimentos e cenas de produções clássicas exibidas nos cinemas recifenses ao longo do século XX para construir um retrato afetivo e político de como os espaços que habitamos moldam quem somos.
Para o analista de cultura do Sesc Alagoas, Samuel Cabral, o CineSesc existe justamente para encurtar a distância entre o público e o cinema brasileiro. “Hoje, o público ainda não tem o hábito de consumir filmes nacionais na mesma proporção em que consome produções estrangeiras, e o CineSesc tem justamente essa característica de ir ao encontro das pessoas, de convidar o público para ir ao cinema, prestigiar um filme nacional e ter a oportunidade de se reconhecer na tela, de ouvir um idioma, um sotaque e vivências que fazem parte da nossa realidade. Mais do que exibir filmes, ele cria um espaço de diálogo, de reflexão e de troca de experiências, valorizando a diversidade de histórias e culturas que existem no Brasil”, afirmou.