ELEIÇÕES 2026
Flávio, Caiado e Zema têm nomes lançados à Presidência
Convenção do PL contou com a presença do presidente argentino, Javier Milei
O fim de semana foi movimentado na política brasileira, com convenções partidárias que indicaram ao menos três candidatos à Presidência da República. No sábado (25), em São Paulo, O PL oficializou a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL), como candidato ao posto máximo do País.
O discurso de Flávio foi em grande parte dedicado a menções ao pai, com referências a si próprio como "o filho mais velho do capitão". No telão, foi transmitida uma reprodução de inteligência artificial do ex-presidente, com um recado de apoio ao filho. "Peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio", disse o Bolsonaro de conteúdo sintético.
O senador chorou ao começar a falar do ex-presidente, ao mesmo tempo que a produção do evento colocou uma música triste para tocar.
Flávio disse que o pai é perseguido, injustiçado e vítima "da maior farsa" da história do país. "Faço questão de dizer a cada um de vocês que sei exatamente o tamanho da responsabilidade que meu nome carrega, o filho mais velho do capitão, o homem que defendeu a liberdade com a própria vida."
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O presidente da Argentina, Javier Milei, veio ao Brasil especialmente para a convenção, que teve também a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), além de uma série de congressistas e candidatos do PL.
No domingo (26), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado reforçou a estratégia de se projetar como a terceira via nas eleições de outubro, durante convenção do PSD que confirmou a decisão de lançá-lo à Presidência.
Ao lado do vice na chapa e presidente do PSD, Gilberto Kassab, Caiado fez um pronunciamento à imprensa antes do início do evento, que ocorreu na sede do partido, no centro de São Paulo. Afirmou que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, apostam em agressões "de todo o nível" para desviar o foco dos verdadeiros problemas do país.
"O atual presidente quer de toda maneira provocar o presidente dos EUA. Do outro lado, as mesmas agressões acontecendo, insultando autoridades", disse.
O presidenciável se referiu à eleição de outubro como "a mais importante da historia desse país". "É um momento de grandes desafios, onde a população já não acredita mais nas instituições, as pessoas hoje [estão] desencantadas com brigas montadas a cada dia."
Aos jornalistas, Caiado fez menções a endurecer o combate à criminalidade, afirmando que irá tirar o Brasil das mãos do narcotráfico e do PT, que, segundo ele, é complacente com o crime. Também fez acenos às mulheres, dizendo que irá confiscar o patrimônio de agressores e entregar a elas os recursos financeiros.
Perguntado sobre Flávio Bolsonaro, respondeu: "Quem rouba com a mão direita, quem rouba com a mão esquerda, é ladrão".
Nessa segunda-feira (27), o Partido Novo oficializou a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República, em convenção realizada em Brasília. A sigla, porém, ainda não definiu quem será o vice na chapa.
Em seu discurso, Zema abordou o escândalo do Banco Master, defendeu o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e conteve críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na corrida presidencial. Quando questionado, disse que concederia indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Quero que o Brasil resolva injustiças cometidas em relação aos atos do 8 de Janeiro. Temos pessoas que não sabiam o que estavam fazendo e estão detidas. Se houve uma tentativa de golpe, que haja um julgamento imparcial, e não um julgamento político, como aconteceu. Precisamos passar uma borracha e olhar para o futuro. No que depender de mim, será feito [o indulto a Bolsonaro]", afirmou Zema.
A convenção confirmou a candidatura de Zema por aclamação, sem contagem de votos. O presidente do partido, Eduardo Ribeiro, afirmou que a sigla lançará outros 150 candidatos pelo Brasil, a maioria para disputar vagas para a Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.