ARTES VISUAIS
‘Memórias do Inconsciente’, de Jhonyson Nobre, é a nova mostra da Pinacoteca
Exposição do artista alagoano foi eleita pela SP-Arte uma das dez melhores exposições do ano de 2025
O que parece, de longe, um conjunto de imagens familiares, com retratos, objetos domésticos e cenas cotidianas, revela, de perto, outra camada. É nesse movimento entre aproximação e distância que funciona “Memórias do Inconsciente”, exposição do artista visual alagoano Jhonyson Nobre que abre no dia 19 de setembro, às 19h, na Pinacoteca da Ufal, na Praça Sinimbu, no Centro de Maceió. A entrada é gratuita e a visitação segue até 18 de dezembro, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h.
A exposição parte de álbuns de família, retratos e objetos para colocar em cena questões como racismo, colorismo, miscigenação e apagamentos históricos e culturais da população negra brasileira. Em pinturas, esculturas, instalações e audiovisual, Jhonyson traça relações entre o íntimo e a experiência coletiva, tratando as lembranças pessoais como parte de uma memória marcada por disputas e processos de reconstrução.
A mostra foi apresentada pela primeira vez em 2025, no Museu Jorge de Lima, em União dos Palmares, cidade natal do artista, em projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo. No mesmo ano, o Sesc Alagoas a exibiu na Galeria de Arte do Sesc Arapiraca. O reconhecimento nacional veio quando a SP-Arte incluiu a exposição entre as dez melhores do ano de 2025, na oitava posição. A chegada à Pinacoteca da Ufal, em Maceió, é promovida pelo Sesc Alagoas em parceria com a universidade.
Jhonyson Nobre tem 28 anos e desenvolve uma pesquisa que articula pintura, escultura, instalação e audiovisual para investigar memória, ancestralidade e narrativas do corpo negro no Brasil. Seu trabalho já foi apresentado no Carrousel du Louvre, em Paris, e no Salão Nacional de Arte Contemporânea de Alagoas, e integra coleções públicas do Centro Cultural Banco do Nordeste e da própria Pinacoteca da Ufal.
Ladrão coloca faca no pescoço de dono de loja durante assalto
Homem esfaqueia mulher cinco meses após agredi-la na presença de criança
Maceió recebe experiência imersiva para fãs de K-dramas da Netflix
Pão de Açúcar começa cadastro de casas e comércios para coleta seletiva
Concurso do Detran-AL: locais de prova já estão disponíveis para consulta
No audiovisual, dirigiu e roteirizou os documentários “Carrêgo” (2024) e “Eu desejo, eu desejo, de todo coração” (2025). Desde 2024, conduz o projeto Do barro ao afeto, de resgate da cerâmica na Comunidade Quilombola Muquém, em União dos Palmares, e está à frente da ARTEPOFAGIA, instituição dedicada à pesquisa e difusão da arte contemporânea em Alagoas.