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Pernambuco leva g�s e termel�trica de Alagoas
Pernambuco levou a termelétrica que tinha sido anunciada para Alagoas e levará também o gás ? é o terceiro Estado a se beneficiar do gás alagoano; os dois primeiros são Sergipe e a Bahia. Para receber o gás de Alagoas o governo pernambucano investiu cerca de 8 milhões de dólares como contrapartida para a construção do gasoduto da Chã do Pilar até o Distrito Industrial do Cabo, na Região Metropolitana do Recife. O gasoduto para o Recife é o segundo fincado no subsolo alagoano para transportar o gás que o Estado produz ? o primeiro, inaugurado na década de 1980, leva o gás do Pilar e São Miguel dos Campos até Carmopóles-SE e daí para Camaçari-BA. O gasoduto pernambucano sai do Pilar e atravessa o subsolo de Messias, Flexeiras, Joaquim Gomes, Novo Lino e atinge Palmares, medindo 155 quilômetros. A termelétrica de Pernambuco, que tem 35% da obra concluída, está sendo construída no município de Ipojuca, a menos de vinte quilômetros do Porto de Suape. Ouro de tolo Para disfarçar o impacto com a perda, o governo vem anunciando a construção de uma termelétrica em Rio Largo e Marechal Deodoro. Esses projetos, no entanto, são privados e vão usar óleo diesel, no lugar do gás. ?É a mesma coisa que você implantar uma fábrica de leite de soja na Bacia Leiteira?, ironizou um ex-dirigente da Algás, estatal alagoana que seria encarregada da termelétrica. ?O futuro da Algás será vender botijão de gás que é enchido em Sergipe com o gás que eles levam da Chã do Pilar?, acrescentou o ex-diretor da Algás, inconformado com as perdas. ?Na verdade houve uma quebra de braços e perdemos. Pernambuco tem o vice-presidente da República, Marco Maciel, que não fala, não diz o que faz, mas é decisivo. Pernambuco não tem gás, Alagoas tem. Mas Alagoas não tem prestígio, essa é a verdade?, desabafou. A termelétrica de Alagoas seria formada pelo consórcio da Ceal, a Algás e a Rolls Royce Power Venture. Mas no momento de decidir onde aplicar os 7 bilhões de reais na construção de termelétricas, a Petrobras optou por Ibirité e Três Lagoas, em Minas Gerais, Caxias, no Rio de Janeiro, Cubatão e Piratininga, em São Paulo, Corumbá-MS, Camaçari-BA e Ipojuca-PE. A termo pernambucana consumirá 800 metros cúbicos de gás alagoano.