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Aumenta n�mero de mulheres no tr�nsito

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WELLINGTON SANTOS O trânsito está mais charmoso em Alagoas. Dados do Detran?AL revelam que o número de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) emitidas no Estado para mulheres tem crescido mais que dos homens em proporção. Em 1998, de acordo com o órgão, do total de CNHs emitidas, o número de habilitações de homens representou, neste ano, o equivalente a 82%, enquanto que o de mulheres foi de 18%. No último levantamento, feito em 2001, a fatia feminina passou para 22% do total emitido, enquanto que o percentual masculino cresceu menos, representando 78%. ?Na série observada entre 1998 e 2001, houve um acréscimo significativo no número de emissão de CNHs femininas (48,75%). Em relação ao sexo masculino houve crescimento, no mesmo período, de apenas 13, 57%?, frisou Ailson Santiago, assistente de trânsito do Setor de Acidentes e Infrações. Dados Em números absolutos, em 1998 foram emitidas para homens 23.541 CNHs, enquanto que as mulheres somaram 5.044. Já em 2001, o número de emissão de CNHs masculinas cresceu, porém em menor proporção, o equivalente a 26.736. As mulheres passaram para 7.503 habilitações só em 2001, muito embora o número de mulheres ainda seja baixo em relação ao total de motoristas masculinos já habilitados no Estado. Para constatar o crescimento e o interesse das mulheres pela arte de dirigir, as auto-escolas têm recebido uma freqüência superior a 80%, em média, no número de pretensas motoristas do que o do sexo oposto. ?A procura de mulheres querendo aprender tem sido bem superior na nossa escola, cerca de 80% do total de alunos?, afirmou Léo de Oliveira, instrutor de uma auto-escola, no bairro da Pajuçara. A mesma coisa acontece na primeira auto-escola instalada em Maceió, localizada no bairro do Farol, onde o número de mulheres supera em mais de 90% o de homens. ?Para cada nove alunos em nossa escola, oito são mulheres?, confirma o proprietário Alan Cavalcante, acrescentando que esse fenômeno vem se dando, segundo ele, pela procura de emprego em empresas que exigem motoristas e pela própria ?independência feminina adquirida nos tempos modernos?, opina. Responsabilidade O instrutor Léo de Oliveira disse que em função dessa grande procura pela habilitação, o trânsito só tem a ganhar, porque ?o tráfego passou a ter um ar de mais responsabilidade no volante e mais charme também? ? brinca Léo. ?Ao contrário do que muitos motoristas machões dizem, o que a gente tem notado é que elas são bem mais cuidadosas e pacientes ao dirigir, o que diminui o estresse e o que é benéfico para o trânsito?, atesta Léo. A mesma opinião tem o instrutor Gérson Dutra, com a experiência de 19 anos na profissão. ?Esse é um fato, a mulher tem mais responsabilidade. O homem é mais estressado, mais ?apressadinho?. Dutra acrescenta que outro fator que tem contribuído ao melhor desempenho de mulheres no trânsito, além do fator trabalho, é o alto custo no valor das aulas, da habilitação e, principalmente, das multas, com a vigência e as exigências do novo Código de Trânsito, ?porque seria um investimento alto demais para brincar, se exibir ou fingir que dirigem por mero capricho ou vaidade?. Gérson diz que são 30 horas/aula e mais 15 aulas práticas até chegar o dia do exame. A necessidade de gerir a rotina do dia-a-dia e resolver os problemas, conquistada através da independência, é o maior fator apontado por Thaise Alessandra Nolasco, 21, para se dedicar as mais de 30 horas/aula na auto-escola. ?Para a mulher dirigir ou ter um carro hoje em dia não é mais questão de luxo, mas necessidade. Isso acontece também com os homens, mas a maioria ainda é machista e não reconhece esse fato?, salienta Thaise. A estudante Tânia Félix, 22, que é motorista há seis meses, também concorda que o crescimento do número de mulheres ao volante é fruto do espaço conquistado ?não pela beleza, mas por ser tão competente quanto o homem para dirigir. Sofri no início em casa porque meus três irmãos tinham prioridade no único carro que possuímos, mas com o passar do tempo viram que tinha condições para dirigir igual ou melhor a eles?, brinca Tânia.

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