loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Mulheres que trabalham doando carinho

Ouvir
Compartilhar

Para quem não sabe, amanhã, dia 26 de julho, é comemorado o Dia da Ávó, aquela ?mãe? mais velha, de cabelos grisalhos e que quase sempre nos enche de mimo. Mas será que hoje o papel delas ainda é o mesmo? Com a chegada da modernidade, qual a função das avós na educação dos netos? Nesta reportagem, a Gazeta de Alagoas fugirá do padrão de contar as histórias das queridas e amadas vovós para dar espaço as ?avós? que resolvem adotar netos no âmbito profissional. As histórias que serão relatadas nesta edição são de três mulheres que, de forma voluntária, desenvolvem um trabalho social para ajudar adultos e crianças. Dessa forma, cumprem um papel que caberia a toda e qualquer boa vovó, afinal de contas avó é mãe duas vezes. Há 18 anos trabalhando voluntariamente na Associação de Pais e Amigos dos Leucêmicos de Alagoas (Apala), a psicóloga Rosenita Fernandes, hoje presidente da associação, desenvolve um papel importantíssimo para os pais e para os pacientes que sofrem de câncer, geralmente crianças e adolescentes de 0 a 21 anos. ?Ultrapassa a obrigação, faço tudo por amor? Outra voluntária da Associação de Pais e Amigos dos Leucêmicos de Alagoas (Apala), a enfermeira Yolanda Pinheiro, está há 16 anos na instituição e afirma que a sua vida não tem mais sentido sem os ?netinhos? do coração. ?Aqui é a continuação da minha profissão, mas ultrapassa a obrigação, é por amor. Só em saber que eu estou ajudando essas famílias, isso não tem preço. Quando chego à Apala me sinto como se estivesse em casa, e isso é muito bom?, afirmou. ?Hoje fico mais tempo aqui com os meninos do que em casa?, disse. Conselheira acompanha 253 menores A conselheira tutelar de Rio Largo Genaldi Cavalcante da Silva trabalha como educadora há mais de 30 anos. Apesar de ainda não ser avó, cumpre um papel social defendendo os direitos das crianças e dos adolescentes há 1 ano e 7 meses. ?Sempre trabalhei com crianças e adolescentes, agora os defendo diretamente. Antes, quando exercia a função de diretora, fazia isso de uma forma indireta?, contou Genaldi. Como o Conselho Tutelar de Rio Largo não possui uma casa de passagem ou abrigo, Genaldi já levou crianças para pernoitar ou se alimentar em sua própria residência, cumprindo o papel da avó que a maioria das crianças não possui. Hoje, além dos trabalhos desenvolvidos diariamente, ela é um dos 5 conselheiros que acompanham 253 crianças desabrigadas pela enchente que atingiu a cidade de Rio Largo.

Relacionadas