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Fam�lias desocupam casas em Rio Largo

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Apenas duas das 10 casas que precisam vir abaixo na comunidade Ilha Angelita foram demolidas, ontem, em Rio Largo. As moradias estão em área de risco e foram atingidas pela enchente de junho último. O trabalho foi coordenado pela Secretaria Municipal de Obras, mas para ser realizado teve de haver mediação do Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar de Alagoas, pois um dos moradores se recusava a deixar o imóvel. As casas, conforme assegurou o secretário de Obras, Vadinho Holanda, serão reconstruídas em outras áreas da cidade e cada família atingida pela enchente do Rio Mundaú receberá uma nova moradia. Só que o homem identificado como Juscelino resistiu a deixar num galpão alugado pela prefeitura a mobília e todos os outros bens que conseguiu resgatar antes da tragédia que destruiu parte do Centro de Rio Largo. Vítimas tiram 2ª via de documentos | MAURÍCIO GONÇALVES - Repórter O mutirão Justiça Solidária chegou ontem a Rio Largo, o sexto município visitado, com um saldo de mais de 3 mil pessoas atendidas e a emissão de 4.227 documentos. O ginásio de esportes da cidade ficou lotado de pessoas que perderam a documentação, junto com quase tudo que tinham, levada pela cheia. O projeto promovido pelo Tribunal de Justiça, em parceria com outros órgãos, já percorreu as cidades de Branquinha, Santana do Mundaú, São José da Laje, Murici, União dos Palmares e fica em Rio Largo até hoje. De amanhã até sexta-feira será a vez dos moradores de Quebrangulo recorrerem ao mutirão para obter a segunda via de documentos de graça. O trabalho prossegue até o dia 12 de agosto e deve beneficiar 16 municípios. Até ontem, sem contar os números de Rio Largo, os dados atualizados apontavam a emissão de 676 carteiras de identidade, 668 CPFs, 389 carteiras de trabalho e 304 títulos eleitorais. O documento mais procurado é a segunda via da certidão de nascimento: foram encaminhados 2.240 registros civis. Destes, 749 já foram emitidos. Construção de imóveis começa dia 2 de agosto | LELO MACENA - Repórter A coordenação do Programa de Reconstrução das cidades destruídas pelas enchentes do mês de junho pretende inciar a construção das 18,5 mil casas de famílias desabrigadas no proximo dia 2 de agosto. As primeiras unidades habitacionais devem ser erguidas nas cidades de Rio Largo e Quebrangulo. Nos dois municípios já havia projetos adiantados de construção de unidades residenciais pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, o que colaborou para a agilização do processo de construção.

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