Cidades
Atraso da SRTE prejudica trabalhadores
Após o aperreio para conseguir uma vaga no mercado de trabalho, centenas de desempregados vivem a agonia de perder a oportunidade porque não conseguem obter a carteira profissional a tempo. O drama se repete dia após dia nas longas filas da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), a antiga DRT. A escassez de funcionários não dá conta de atender a multidão, que passa a manhã inteira esperando e só consegue sair de lá com uma ficha para ser até atendida dois meses depois. Com essa demora toda, o cortador de cana Edvaldo Ferreira deve perder o trabalho na Usina Cachoeira do Meirim, que já começa a moer em setembro. ?A gente passa o inverno imprensado, com o que sobrou do apurado na safra passada e fazendo bico, capinando mato, esperando começar a moagem. O homem da usina disse que só trabalha quem trouxer a carteira e, se demorar dois meses, não contrata de jeito nenhum. Aí vai ficar difícil para dar de comer às seis bocas que têm em casa [a esposa e os cinco filhos]?. Funcionários convivem com revolta de usuários Além da sobrecarga de trabalho, os funcionários enfrentam a revolta dos usuários. Nenhum deles quis se identificar na reportagem, com medo de perseguição, mas muitos falaram dos problemas de gestão e de falta de pessoal que compromete o atendimento. ?Falta funcionário para atender tanta gente e não se contrata ninguém. Outro problema é a falta de estrutura. Há vários corredores e salas sem lâmpadas, banheiros que não funcionam, portas e caixas de descarda quebradas?, reclama um servidor que pediu para não ter o nome revelado.