Cidades
M�dicos param as atividades em dois hospitais de Macei�
Cerca de 20 dos 53 médicos residentes do Hospital Universitário (HU) marcaram posição na entrada principal do estabelecimento que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para demonstrar que estão em greve por tempo indeterminado. Eles aderiram à paralisação nacional pelo reajuste de 38,7% no valor da bolsa-auxílio, cuja remuneração bruta está congelada em R$ 1.916,45 há quatro anos. Pelos cálculos das associações que representam a categoria em todos os Estados do País, cerca de 17 mil residentes aderiram à greve. Em Alagoas, os médicos da Santa Casa de Misericórdia de Maceió também cruzaram os braços. Como estão mantendo os 30% dos serviços essenciais, os atendimentos e cirurgias não foram suspensos, mas podem atrasar ainda mais, aumentando a sempre desgastante fila de espera. Conselho apoia greve da categoria | ANGELA PINHO - Folhapress Brasília, DF ? O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou ontem parecer em que afirma que a greve dos médicos residentes é ?justa? e ?ética?, desde que não sejam interrompidos os atendimentos de emergência. A estimativa do Ministério da Saúde é que 25% dos médicos residentes tenham aderido à greve da categoria iniciada ontem. O percentual é bem mais baixo do que o divulgado pela Associação Nacional de Médicos Residentes, que estima que 80% dos profissionais estejam em greve. De acordo com o conselho, têm de ser mantidos por residentes ou por outros médicos dos hospitais os atendimentos de urgência, emergência, de UTIs e também o tratamento de pacientes internados antes do início da greve.