Cidades
Cen�rio ainda � de completa destrui��o
Há exatos dois meses da enchente que atingiu 15 municípios alagoanos e deixou centenas de famílias desabrigadas, a situação é praticamente a mesma em algumas cidades devastadas pela força das águas. Em Rio Largo ? a 27 km de Maceió ? o cenário se assemelha a um local que foi bombardeado em uma guerra. O asfalto das ruas continua esburacado, a cratera aberta pela força das águas permanece tomando a pista ? bloqueando a principal rua que dava acesso ao Centro comercial da cidade ?, os desabrigados continuam alojados em escolas, impossibilitando o retorno das aulas, e em alguns bairros nem sequer a limpeza de entulhos foi feita. As obras de reconstrução no bairro de Gustavo Paiva permanecem paradas, parte da eletricidade na área não foi reativada e a lama trazida pelo rio permanece no local. Impacientes com as promessas, até então não cumpridas, alguns desabrigados voltaram às casas que ficaram parcialmente em pé, e outros começaram a reconstruir suas casas nos locais atingidos. Reunião tenta solucionar problema | MAIKEL MARQUES - Repórter Empresários cujos negócios foram riscados do mapa pela enchente que ?castigou? Alagoas dois meses atrás recorreram ao governo do Estado, ontem, em busca de ajuda para vencer a burocracia imposta pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES) para liberação de R$ 1 bilhão de reais para financiamento de negócios em Alagoas e Pernambuco. Até ontem, nenhum empreendedor tinha recebido um vintém sequer do governo Federal. Depois de ouvir muitos reclames dos empresários e aguardar a chegada do governador Teotonio Vilela (PSDB) à ?reunião de trabalho?, o secretário Luiz Otávio Gomes, responsável pelo programa de reconstrução das cidades atingidas, pegou o microfone e disparou a seguinte pergunta ao superintendente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi: ?Por que é que ninguém em Alagoas recebeu dinheiro até agora, meu caro Gilberto??