Cidades
Temporal danifica ponte e prejudica comunidades
União dos Palmares ? A esperança das comunidades de Chapéu de Pena, Quilombolas e Munguba de saírem do isolamento em que se encontram desde o dia 18 de junho, quando o município de Santana do Mundaú foi atingido pelas enchentes que castigaram outras 19 cidades, ainda não foi concretizada. As fortes chuvas que voltaram a cair no município, durante toda a madrugada de ontem, elevaram o nível das águas do Rio Mundaú, prejudicando os trabalhos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Alagoas, na cabeceira da ponte destruída pelas águas de junho e que liga a cidade às comunidades isoladas. Todo o trabalho que havia sido feito pelo DER até então voltou à estaca zero, prejudicado pela elevação do nível do rio. Reunião define data para mudança | MARCOS RODRIGUES - Repórter A pressão dos ?sem-casa? de Murici ? famílias que ficaram desabrigadas nas enchentes de junho ? surtiu efeito. Na quarta-feira eles bloquearam a BR-104 para cobrar a transferência para as barracas erguidas pela Defesa Civil, além de exigir melhores condições de sobrevivência. Ontem à tarde, uma reunião entre o coordenador da Defesa Civil, Geraldo Amorim, e a equipe do prefeito da cidade, Remi Calheiros, definiu os últimos detalhes para o início das transferências. Ele acredita que já no próximo fim de semana o trabalho deve ser iniciado. ?A expectativa é que comecem a se transferir no sábado. A prefeitura já fez a parte dela, só falta o Estado confirmar a instalação da água e também dos banheiros?, informou Amorim, evitando polemizar com os integrantes do Programa da Reconstrução. IBGE reavalia áreas em sete cidades | BLEINE OLIVEIRA - Repórter Com as restrições naturais à tragédia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Alagoas, pesquisa também os municípios atingidos pela enchente que provocou mortes e destruição no Vale do Mundaú, para o Censo 2010. Ontem, ao anunciar a vinda ao Estado do presidente nacional do instituto, o coordenador operacional do censo em Alagoas, Carlos Menezes, disse que as áreas de pesquisa tiveram de ser reavaliadas em sete cidades. Antes da enchente o IBGE/AL havia dividido os 102 municípios em setores para formalizar o trabalho dos recenseadores. ?Mas tivemos de reavaliar nossa pré-coleta em decorrência dos problemas nos municípios que tiveram setores destruídos?, explicou Menezes. Em Branquinha, por exemplo, das 16 áreas previstas cinco foram atingidas, praticamente deixando de existir.