loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Popula��o tenta consertar os estragos

Ouvir
Compartilhar

Quebrangulo ? A maior cheia de que se tem notícia em Alagoas abriu dois braços de destruição no mapa do Estado, crucificou a vida ribeirinha nos vales do Mundaú e do Paraíba do Meio. O aguaceiro se derramou em duas frentes que mataram, torturaram e arrastaram cidades inteiras. Muito se viu na imprensa sobre os prejuízos em Santana do Mundaú, União dos Palmares, Branquinha, Murici e Rio Largo, todos às margens do Rio Mundaú. Mas a população do Vale do Paraíba ainda está trôpega com a ressaca do dilúvio. Também tenta juntar os cacos do que sobrou para se reerguer. Um exemplo disso é Quebrangulo, a 160 quilômetros de Maceió. A cidade antiga, fundada quando o Brasil tinha escravos e era governado por um imperador, nos idos de 1872, está frágil. O relevo peculiar, entrecortado pelos rios Paraíba do Meio e Quebrangulinho, deu-lhe o sugestivo título de ?Veneza Alagoana?, reforçado pelo charme de suas pontes e construções clássicas. Só que as características geográficas que embelezam a cidade se voltaram contra ela, tornaram-na feia. Diante das ruínas, todo lirismo foi por água abaixo. Busca por novas áreas esbarra na burocracia Quebrangulo ? Menos de uma semana após as enchentes, o presidente Luiz Inácio da Silva pousava em Alagoas alertando para a necessidade urgente de transferir as cidades atingidas para longe dos rios. Enquanto anunciava a liberação imediata de R$ 550 milhões, Lula já deixava claro que nada deveria ser gasto nas áreas de risco. A preocupação presidencial foi alardeada por autoridades estaduais, municipais e pela Defesa Civil, mas a busca por novas áreas esbarra na burocracia e não acompanha a velocidade de quem se empenha para reerguer o próprio lar. É o caso do mecânico Antônio Nunes, 58. Ele é o primeiro morador do lado baixo da Rua do Comércio a voltar a se instalar no local. Tanto a casa de primeiro andar como a oficina que lhe garante o ?ganha-pão? podem ruir de novo, mas ele não se preocupa. O que importa é voltar a trabalhar, para recomeçar a vida, e ter um lugar para dormir. Construção é orçada em R$ 8 milhões Quebrangulo ? Um conjunto popular com 201 casas começou a ser construído há menos de um mês. Segundo o prefeito Marcelo Lima, o município saiu na frente na busca por verbas para recuperação dos estragos da chuva e foi o primeiro a garantir os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) dentro do prazo previsto. ?Garantimos R$ 95 milhões, e já temos R$ 32 milhões enviados ao cofre da Caixa Econômica?, comemora. Mais R$ 3 milhões vão ser destinados para a desapropriação da terra que, segundo Lima, não tem nenhum impedimento judicial e está em vias de conclusão. A construção das 201 casas no Conjunto Frederico Maia, num terreno que já estava disponível, é orçada em R$ 8 milhões. Com o restante dos recursos, explica o prefeito, toda a nova cidade deve ser erguida na área desapropriada.

Relacionadas