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Motoristas denunciam multas indevidas

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A empresária Renata Bacchi ficou indignada quando as multas chegaram, no último dia 10 de agosto. A primeira dizia que, às 9h06 da manhã do dia 28 de julho, ela trafegava pela Avenida Rotary, no Farol, e o passageiro do banco da frente estava sem cinto de segurança. Penalidade de natureza grave e multa de R$ 127,69. A indignação da empresária foi ainda maior quando abriu a segunda multa. No mesmo dia 28 de julho, às 9h07, um minuto depois da infração, ela estaria infringindo as leis de trânsito, no bairro de Jatiúca, ao dirigir sem cinto de segurança. Infração de natureza gravíssima, menos sete pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 574,60. Além de humanamente impossível, pois a empresária não teria como estar em dois lugares em um período tão curto de tempo, ela afirma que no dia das multas estava fora da cidade de Maceió. Preparo de agentes é questionado De acordo a família de José Inácio Vieira, há mais de um ano ele foi submetido a uma cirurgia de catarata e, desde então, está impossibilitado de dirigir, expondo inclusive o carro à venda, por não mais usá-lo. O bacharel em Direito e filho de José, Inácio Vieira Filho, após fazer a denúncia, mostrou a multa e, para completar a história sem nexo, havia um erro entre a descrição e o artigo. O auto de infração descrevia que o condutor transitava com o veículo em calçadas de passeios em toda extensão das Lojas Americanas. A multa também cita o artigo 167, porém, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que o artigo 167 refere-se ao condutor ou passageiro que deixa de usar o cinto de segurança, definido também no artigo 65. SMTT alega clonagem das placas O superintendente da SMTT, coronel Jorge Coutinho, tomou conhecimento do caso da empresária Renata Bacchi, que teve seu veículo multado duas vezes, em dois bairros distintos de Maceió, às 9h06 e às 9h07, por intermédio da reportagem da Gazeta de Alagoas, que no início da semana passada procurou a SMTT. ?O caso está sendo apurado pela SMTT?, disse Coutinho, ao afirmar que não são comuns multas desse tipo. ?Não podemos afirmar nada ainda, mas existe a possibilidade de a placa do veículo desta condutora ter sido clonada, essa é uma das hipóteses?, diz o superintendente. A outra possibilidade, segundo Coutinho, seria a de erro dos agentes na hora de registrar o auto de infração. ?Só que essa possibilidade é menos provável, pois a maioria dos agentes trabalha com palm top, que faz o preenchimento do auto de infração de maneira automática?, explicou.

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