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Policiais civis entram em greve por reajuste salarial

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Revoltados com a demora do governo estadual em apresentar uma proposta salarial, os policiais civis resolveram decretar greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada ontem em assembléia da categoria, realizada no Sindicato dos Urbanitários. Segundo o Sindpol, o secretário de Administração e Recursos Humanos, Valter Oliveira, havia garantido para ontem o prazo para que o governo apresentasse uma proposta salarial para a categoria, cuja data-base é neste mês. ?Até hoje (ontem) não existiu nenhuma proposta de negociação por parte do governo, que não tem sensibilidade para negociar. Depois vão dizer que o sindicato é intransigente e que a greve é política?, afirmou o presidente do Sindpol, José Carlos Fernandes, que defendeu a decretação imediata da paralisação. Para os sindicalistas, a greve começa a valer a partir de hoje, quando eles iniciam uma mobilização junto às delegacias da Capital, a fim de reforçar o movimento, que pegou o governo estadual de surpresa. A mobilização acontece até a próxima semana. Na segunda-feira, os policiais realizam um ato público na porta do Palácio dos Martírios para cobrar o reajuste salarial; na terça fazem manifestação no Tribunal de Justiça, quando irão pedir o desbloqueio das consignações do sindicato. Reivindicações Além do reajuste salarial por conta da data-base, os policiais civis reivindicam o pagamento de adicional noturno para toda a categoria, da URV, URP e trimestralidade e um terço das férias, além do reenquadramento de policiais da ativa e aposentados, que foram prejudicados com a alteração nos quadros de classificação da categoria. Segundo o sindicato, com a alteração, um policial PC-8 foi rebaixado para a classe D, enquanto que o aposentado do mesmo nível passou para a classe B. ?Houve perdas salariais que chegam a R$ 140 ?, afirmou José Carlos. Com relação ao adicional noturno, o Sindpol cobra o aumento do número de horas, que foi limitada pela Secretaria de Defesa Social em 30 mil horas. Mas, de acordo com o sindicato, é necessário 62 mil horas para que sejam contemplados os policiais plantonistas das delegacias de Menores e de Repressão às Drogas. Esse número de horas não contempla os policiais recém-contratados.

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