Cidades
Energia: aumento n�o ser� repassado para o p�ozinho
O reajuste de 14,25% na tarifa de energia elétrica, que começou a vigorar desde ontem no Estado, vai agravar a crise financeira do setor de panificação, mas não deve ser repassado ao preço do pãozinho. Apesar da tarifa ser um item de peso no custo da produção do produto, pelo menos por enquanto o setor vai absorver esse aumento sem penalizar o consumidor. A informação é do presidente da Associação das Panificadoras, Valdomiro Feitosa. Segundo ele, o consumidor tem reclamado demasiadamente do preço do pãozinho, hoje vendido em média por R$ 0,20 na capital, e não suportaria novo reajuste no valor do produto. ?O setor vai absorver o aumento da energia elétrica, reduzindo ainda mais o seu lucro?, esclarece. Um novo reajuste no preço do pão poderia significar, segundo acreditam os comerciantes, uma queda acentuada nas vendas do produto. A grande maioria das panificadoras de Maceió utiliza forno elétrico para assar pães e biscoitos, uma alternativa ecologicamente correta ao forno de lenha, no entanto, mais dispendiosa. Feitosa revela que o setor de panificação em Alagoas está passando por uma das maiores crises financeiras de sua história e que a situação piora sempre que há reajuste de algum item da lista de produção. Ele cita como exemplo os freqüentes aumentos de preço da farinha de trigo, em função do caos financeiro da Argentina e da alta do dólar. A matéria-prima do setor está sendo comercializada, hoje, com aumento de 20%, passando de R$ 65,00 para R$ 72,00 o saco do produto. ?O setor também não repassou ao consumidor este último aumento da farinha?, garante. O comerciante alerta para o fechamento de várias panificadoras na capital. A quebradeira no setor, segundo informa, tem se intensificado com o crescimento do número de panificações clandestinas, que funcionam em fundos de quintal.