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Demora amea�a emprego de milhares de alagoanos

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Na fila desde cedo, Aldemar dos Santos, 25 anos, aguarda sua vez de ser atendido por um dos funcionários da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), no Centro. Logo atrás dele estão Victor Alexandro Lima Ferro, 19, e José Barbosa Moura, 32, que também aguardam pacientes. Os três se conheceram na fila da SRTE, no último dia 6 de setembro, e têm em comum a batalha pelo primeiro emprego. Aldemar conseguiu uma vaga no supermercado Extra, Victor está com um emprego praticamente garantido em uma transportadora, e o patrão de José Barbosa pediu-lhe a carteira profissional para enfim regularizar sua situação. Os três têm a chance de, diante da conjuntura econômica adversa e da escassez de postos de trabalho em Alagoas, alcançar o sonho do primeiro emprego de ?carteira assinada?. Para isso, basta conseguir a carteira profissional, sem a qual não pode haver a contratação. Paralisação prejudica emissão de CTPS Para complicar ainda mais a situação, na última quarta-feira, os funcionários da SRTE aderiram à greve nacional, que já dura 160 dias. Alagoas era o único Estado que estava de fora da mobilização. Se o número de funcionários para suprir a demanda já era pequeno, agora ficou ainda menor. ?Estamos mantendo 50% dos funcionários trabalhando, conforme determina a lei. Dos noventa e cinco que trabalham em Maceió, apenas 47 estão dando expediente?, diz Cícero Lourenço, presidente do Sindicato dos Previdenciários de Alagoas. Com a paralisação, a demora na emissão da carteira deve ser ainda maior. Os grevistas reivindicam a implantação do Plano de Cargos e Carreira Específico (PCCE), além da contratação de pessoal e melhores condições e trabalho. Empresários se queixam do atraso na entrega A demora na emissão das carteiras de trabalho também tem sido preocupação para os empresários. Na última reunião do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), empresários reclamaram da dificuldade que os trabalhadores estão encontrando para conseguir o documento, seja primeira ou segunda via. ?Isso tem sido um entrave para todo o setor produtivo?, afirma o vice-presidente do Sinduscon, Wellington Assunção. ?Além da falta qualificação, que é um dos grandes problemas do setor, também estamos com dificuldades de conseguir pessoal com carteira de trabalho para contratação?, diz ele. Nos ultimos 12 meses, com as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e com o Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, o setor da construção civil criou cerca de 8 mil vagas no mercado de trabalho.

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