Cidades
Focos de calor aumentam em Alagoas
As queimadas em Alagoas ainda são praticadas por muitos produtores rurais. Os líderes nessa prática continuam sendo os que plantam cana-de-açúcar. Isso, associado ao desmatamento do bioma Caatinga, no Sertão, foram os principais fatores que colocaram Alagoas como o 3º Estado nordestino onde mais aumentaram os focos de calor. A descoberta indica a ocorrência de queimadas, incêndios e áreas degradadas. Alagoas registrou um aumento de 41% dos focos de calor, ficando atrás de Sergipe, que registrou acréscimo de 121,3%, e da Paraíba, com 56%. O dado foi divulgado na semana passada, em relatório produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). No último relatório, divulgado em 2008, o Estado não chamou a atenção porque as áreas atingidas praticamente só envolviam as plantações de cana. Por outro lado, o sensível aumento da produção de carvão, nos últimos dois anos, mostraram outra realidade. Técnicos desconhecem problema Foi a partir dessas informações que foi criada a Operação Ciranda, que teve início em 11 de setembro e termina neste domingo. Juntamente com o BPA, os fiscais flagraram o transporte ilegal de madeira e também a produção de carvão em 30 fornos. A madeira seguia de caminhão para o Ceará. O carvão estava sendo produzido no povoado do Piau, em Piranhas. Além do município, os fiscais descobriram degradações em Delmiro Gouveia em Santana do Ipanema. Durante a apuração dos dados do Indice de Desenvolvimento Sustentável (IDS), a Gazeta constatou que os dados do relatório do IBGE ainda não foram discutidos pelos técnicos do Estado. Cidades do Sertão são mais atacadas O mapa da degradação mostra que as cidades de Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia e Piranhas estão entre as mais atacadas. Os exploradores se valem das áreas de difícil acesso para avançarem contra a natureza. As imagens de satélites mostram o surgimento cada vez maior de áreas desmatadas. Como o solo é fértil, nos períodos de inverno, em alguns casos, consegue se recuperar com uma vegetação rasteira que ajuda a mascarar a realidade. Porém, diante das potentes lentes e sensores, o que a fiscalização estadual não vê surge em forma de manchas vermelhas ou alaranjadas. Mas as ações de repressoras ainda acontecem de modo separado.