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Tumulto e sofrimento marcam 1� dia de greve

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Tumulto, reclamações e o sofrimento de idosos em filas para ter acesso ao caixa eletrônico marcaram o primeiro dia da greve dos bancários, em algumas agências de Maceió. O sindicato da categoria informou que cerca de 2.200 dos 2.500 profissionais que atuam no Estado cruzaram os braços, em adesão à paralisação nacional que reivindica reajuste salarial de 11%, participação nos lucros e benefícios trabalhistas, como vale-refeição e auxílio creche. A calçada da Rua do Sol se transformou em um polo de lamentações de clientes sem atendimento em toda sua extensão. O local detém a maior concentração de bancos do Centro de Maceió. Pouco antes das 10 horas, início do expediente bancário, a frente da agência do Itaú estava tomada por uma multidão de inconformados. Cerca de 90% deles eram idosos, alguns doentes, na ânsia de receber o dinheirinho contado da aposentadoria, tão esperado para o fim do mês. Sem sinal de negociação, paralisação continua | FELIPE FARIAS - MAURÍCIO GONÇALVES / Chefe de reportagem e repórter A greve dos bancários continua e entra hoje no segundo dia. Mesmo antes de uma plenária, ontem, no fim da tarde, a tendência era admitida pela direção do sindicato que representa a categoria: ?Não houve nenhuma convocação, da parte dos bancos, para negociar. Nós iniciamos a greve porque não havia propostas. E essa situação se manteve. Por isso, a decisão de continuarmos a paralisação?, disse o diretor jurídico do Sindicato dos Bancários, Gilvan Abreu. As negociações são concentradas em um comando de greve nacional, geralmente com sede em São Paulo, onde está a matriz da maior parte das instituições financeiras e a direção da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). Em cada Estado, os sindicatos repassam aos filiados o resultado dessas negociações. Como não houve avanços, a reunião dessa quarta-feira foi, segundo Abreu, apenas para passar uma avaliação de como tinha sido o primeiro dia da greve em Alagoas.

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