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Pesquisadores acham s�tio arqueol�gico

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Limoeiro de Anadia ? Mais de um ano após a descoberta da primeira urna funerária indígena ? tipo de pote em cerâmica conhecida como ?Igaçaba?, localizado no Sítio Alazão, zona rural de Arapiraca ?, outros artefatos históricos voltaram a despontar no solo do Agreste do Estado. Desta vez, o achado composto por pedaços de cerâmica, ossos e material lítico (espécie de ferramentas feitas com pedras), foi encontrado dentro de uma área particular na zona rural de Limoeiro de Anadia. Descobertos na última quinzena de setembro, durante escavações em uma obra na Fazenda Baixa das Flores, os artefatos que supostamente datam do período pré-cabralino ? que antecedem o descobrimento do Brasil ? estão espalhados por uma grande área rural do município. Algo que, segundo os pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pode ser o maior sítio arqueológico de que se tem conhecimento no Estado. Moradores usam urnas para conservar água De geração em geração o que servia de utensílio no passado continua servindo para os afazeres domésticos do presente. Alguns séculos se foram, a forma de utilidade da peça mudou, mas a grande ?igaçaba? que serviu de urna funerária no passado hoje é utilizada pela dona de casa Josefa Conceição da Silva, a ?Zefa?, de 56 anos, como pote para armazenar água. O artefato histórico, de grande utilidade para os afazeres do dia a dia de dona ?Zefa?, fica ao lado da lavanderia da casa simples no sítio ?Seu Subera?. A peça, que chega a passar despercebida para quem não conhece a História, já está há mais de 40 anos na família. ?Faz muito tempo que meu pai encontrou esse pote enterrado. Eu era criança, mas lembro que minha mãe falou que havia ossos dentro e um prato preto fechando a boca?, diz a dona de casa, que arrumou outra utilidade para a ?igaçaba?.

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