Cidades
Fogo destr�i barracos em favela do Dique Estrada
Graças ao pescador que madrugou à margem da Lagoa Mundaú para retirar do manancial o sustento familiar, trinta cidadãos não foram tragados pelas chamas que destruíram, em menos de vinte minutos, oito dos centenas de barracos espalhados pela Favela Mundaú, no Dique Estrada, domingo. ?Se ele não tivesse batido na porta de casa, eu e meus filhos tínhamos virado pó?, confessou a desempregada Eline Ruth Lopes Leite, 25 anos, mãe de quatro crianças. O pescador, cuja identidade a Gazeta não descobriu, deu alerta aos colegas favelados às 3h30 da madrugada de domingo, quando testemunhou o proliferar das chamas sobre um barraco de cômodo único, feito de madeira e papelão, em que dormiam Eline, o esposo e os filhos pequenos. ?Quando abri a porta, entrou aquele calorzão. Saímos pelos fundos?, complementou Eline, que ontem lamentava a perda dos poucos eletrodomésticos, dentre os quais um televisor que permitia aos seus filhos sonhar com uma vida menos sofrida.