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Venda sortida em farm�cia gera pol�mica

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Leite em pó, chiclete, filme para máquina fotográfica, sandálias, baterias para produtos eletrônicos, protetor solar e picolé são alguns dos produtos à disposição do cliente nas 1.200 farmácias de Alagoas, 550 das quais em Maceió. A adição de produtos que não aliviam quaisquer doenças, em estabelecimentos parecidos com mercearias, opõe farmacêuticos e empresários, mas agrada ao consumidor. Se dependesse da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nossas farmácias não ofertariam à clientela nada além de remédios. Ocorre que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou ação movida pelos empresários e expediu liminar garantindo-lhes o direito à comercialização de produtos alheios à saúde até julgamento do mérito da decisão, o que ainda não aconteceu. Estabelecimentos têm irregularidades Dos 1.200 estabelecimentos farmacêuticos de Alagoas, 250 têm com algum tipo de irregularidade. A principal delas é a ausência de profissional farmacêutico durante o período de atendimento ao público consumidor. Há ainda negócio que funciona sem alvará, razão pela qual o Conselho Regional de Farmácia (CRF) tem aplicado muitas elevadas. ?Há estabelecimento que deve mais de R$ 60 mil ao Conselho. São multas sobre multas por diversas irregularidades e desrespeito à legislação vigente?, explica o farmacêutico Alexandre Correia, atual presidente da entidade, que realiza, em média, 4 inspeções por ano nas farmácias de Maceió e 3 nas do interior. O rigor na atuação da equipe de fiscais do Conselho nem sempre resulta no fechamento de estabelecimentos irregulares. Isso porque os autos de infração expedidos pela entidade são enviados à Justiça Federal, que prevê recursos aos quais o empresário multado recorre, ganhando tempo e adiando solução.

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